Na avaliação apresentada por Farani, se um funcionário
passar de 176 para 150 horas mensais, mantendo-se o mesmo salário, o custo por
hora trabalhada aumentará aproximadamente 17,3%, e não apenas 10%. Isso
significa que o empresário precisará encontrar alternativas para compensar a
redução das horas disponíveis de trabalho: contratar mais funcionários,
investir em automação ou absorver o aumento das despesas. Em atividades com
margens apertadas, como supermercados, restaurantes, comércio e serviços, parte
desse custo adicional poderá ser repassada aos preços, pressionando o orçamento
das famílias.
Outro risco apontado no debate é o crescimento da
informalidade e das contratações sem carteira assinada, especialmente entre
pequenos negócios com menor capacidade financeira para absorver novos custos.
Embora os efeitos dependam das regras aprovadas, da produtividade e das
condições de cada setor, a discussão exige avaliar não apenas os benefícios
pretendidos para os trabalhadores, mas também as consequências econômicas da
mudança. A questão central é quem pagará a conta: o empresário, o consumidor ou
o próprio trabalhador, caso a medida reduza oportunidades de emprego
formal?
Fonte: Camila Farani, em artigo publicado no Estadão.
*Assista ao vídeo de Camila Farani e entenda os impactos
econômicos que o fim da escala 6x1 pode gerar para empresas, trabalhadores e
consumidores: https://www.estadao.com.br/economia/camila-farani/a-escala-6x1-deve-ser-votada-hoje-voce-ja-fez-a-conta/

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