Artigo, Hamilton Mourão - Limites e responsabilidades

Em artigo em que prega “limites e responsabilidades“, na edição desta quinta-feira do jornal O Estado de S.Paulo, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) critica o “estrago institucional” e diz que  “há tempo para reverter o desastre”.

O ex-presidente do Clube Militar do Rio de Janeiro que se lançou à política partidária afirma que mais do que uma crise sanitária e econômica, a pandemia pode vir a gerar uma convulsão social, que traria consequências de “segurança” ao país. Sendo a crise “política”, segundo Mourão, ela só pode ser enfrentada pela “ação do Estado”

“Para esse mal nenhum país do mundo tem solução imediata, cada qual procura enfrentá-lo de acordo com a sua realidade. Mas nenhum vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional que já vinha ocorrendo, mas agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos”.

AI-5
A primeira – e principal – crítica de Mourão é em relação à “praga da polarização”, em que começa a discorrer um ato aos moldes do AI-5, com repressão direta ao trabalho da imprensa.

“A imprensa, a grande instituição da opinião, precisa rever seus procedimentos nesta calamidade que vivemos. Opiniões distintas, contrárias e favoráveis ao governo, tanto sobre o isolamento como a retomada da economia, enfim, sobre o enfrentamento da crise, devem ter o mesmo espaço nos principais veículos de comunicação. Sem isso teremos descrédito e reação, deteriorando-se o ambiente de convivência e tolerância que deve vigorar numa democracia”, escreve Mourão.

O segundo ponto, segundo o general, é o que ele chama de “degradação do conhecimento político por quem deveria usá-lo de maneira responsável”.

“Governadores, magistrados e legisladores que esquecem que o Brasil não é uma confederação, mas uma federação, a forma de organização política criada pelos EUA em que o governo central não é um agente dos Estados que a constituem, é parte de um sistema federal que se estende por toda a União”.

Ante a essa proposta, Mourão enumera a “usurpação das prerrogativas do Poder Executivo” na sequência, com críticas diretas ao que o governo classifica como interferências no poder do presidente por “juízes de todas as instâncias e procuradores, que, sem deterem mandatos de autoridade executiva, intentam exercê-la”.

“‘Mitos Estados da Federação, ou não compreenderam bem o seu papel neste regime político, ou, então, têm procedido sem bastante boa fé’, algo que vem custando caro ao País”, citando obra do ex-ministro do STF no início da República, Amaro Cavalcanti.

Para finalizar, Mourão critica o prejuízo à imagem do Brasil no exterior decorrente das manifestações de personalidades que, tendo exercido funções de relevância em administrações anteriores, por se sentirem desprestigiados ou simplesmente inconformados com o governo democraticamente eleito em outubro de 2018, usam seu prestígio para fazer apressadas ilações e apontar o País ‘como ameaça a si lançamesmo e aos demais na destruição da Amazônia e no agravamento do aquecimento global’”.

Para ele, uma “acusação leviana que, neste momento crítico, prejudica ainda mais o esforço do governo para enfrentar o desafio que se coloca ao Brasil naquela imensa região, que desconhecem e pela qual jamais fizeram algo de palpável”.

 Mourão diz que a “catástrofe do desemprego que está no horizonte”.

“Há tempo para reverter o desastre.Basta que se respeitem os limites e as responsabilidades das autoridades legalmente constituídas”.

MEC anuncia datas para inscrições no Sisu e

Os programas utilizam a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o acesso de estudantes ao ensino superior
Os principais programas de acesso ao ensino superior do Ministério da Educação (MEC) já ganharam datas de inscrição para o segundo semestre. As datas foram anunciadas pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, nesta segunda-feira, 11 de maio.
Confira o período de inscrição para cada programa no segundo semestre:
Sistema de Seleção Unificada (Sisu): de 16 a 19 de junho de 2020; Programa Universidade para Todos (ProUni): de 23 a 26 de junho de 2020; Fundo de Financiamento Estudantil (Fies): 30 de junho a 3 de julho de 2020. Os programas utilizam as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o acesso ao ensino superior. As iniciativas permitem o ingresso em instituições de ensino superior públicas e privadas.
O primeiro passo para o início do processo seletivo do segundo semestre é a publicação de edital para que as instituições possam manifestar interesse em aderir aos programas. Com isso, será possível conhecer o número de bolsas ofertado e quais cursos, por exemplo, estarão disponíveis para os estudantes.
Sisu - O estudante que participou do Enem de 2019 e quer estudar em uma universidade federal pode realizar a inscrição no Sisu em 2020. Para concorrer a uma vaga pelo programa, é preciso ter obtido uma nota acima de zero na redação.
Prouni - Já quem estiver de olho em instituições privadas de ensino superior pode concorrer a bolsas integrais (100%) e parciais (50%) por meio do ProUni. Para se inscrever na iniciativa, o estudante que participou do Enem deve ter obtido média de ao menos 450 pontos e não ter zerado a redação.
Fies - O candidato também pode concorrer a uma vaga no ensino superior pelo Fies. O programa concede financiamento a estudantes em cursos superiores privados. Para participar, o candidato que participou do Enem precisa ter desempenho de pelo menos 450 pontos nas provas e não zerar a redação.

Entrevista, Roger Klafke, Sebrae RS - Restaurantes, bares e lancherias sofrem muito mais em Porto Alegre, onde o retorno das atividades está proibido

ENTREVISTA
Roger Klafke, especialista em competitividade, Sebrae RS
rogerk@sebraers.com.br

Se este fechamento dos restaurantes, bares e lancherias em Porto Alegre prologar-se além do dia 31, o que acontecerá com este setor na Capital, porque no restante do Estado já abriu tudo ?
Os números da Abrasel falam em 20% de empreendimentos que fecharão. O problema é que sabemos que as micro e pequenas empresas, neste caso também a enorme maioria de restaurantes, bares e lancherias, poderiam sobreviver 20 dias com o fluxo de caixa que tinham, mas este prazo já passou de muito em Porto Alegre.  Porto Alegre sofre muito mais, porque está proibido o retorno às atividades, já que na maior parte do Estado todos os municípios reabriram os negócios. Outras localidades, como Passo Fundo, as operações também estão proibidas.

Que números vocês têm sobre a expectativa desses micro e pequenos empresários do setor ?
A mais recente pesquisa que fizemos, revela o seguinte quadro: manter o negócio, 47%; reformatar, 25%; reduzir, 16%; expandir, 10%; fechar, 2%.

Qual é o tamanho do impacto no setor ?:
80% registram impactos devastadores. 60% dos negócios perderam até 70% do movimento que tinham. Refiro-me aos que não tinham foco forte em delivery ou nem operavam com tele-entrega, mas os demais também sofrem muito.

Algum outro setor sofre tanto ?
Acho que não. Mesmo quem reabriu, como é o caso do restante do Estado, fora Porto Alegre, que continua com tudo fechado, enfrenta medidas mitigatórias e muita cautela por parte dos consumidores. Estamos prestando consultorias na Serra e percebemos isto. Casas com bufês enfrentam enormes desconfianças.

E o delivery?
Há pelo menos dois anos estamos advertindo para a importância deste modelo de negócio. Quem aderiu forçado, divide o mercado com quem já o domina.

Que ajuda vocês podem fornecer ?
Temos condições de ajudar muito na prevenção e na preparação para o retorno. Formatamos até uma "Cartilha para Quando Voltar". Falem conosco.

Artigo, Carlos José Ribeiro do Val - STF - Os eunucos morais

Somente daqui a alguns anos a nação brasileira vai entender o tamanho do dano que o Supremo Tribunal Federal está fazendo com esse país.

E estão fazendo isso por diversas razões. Uma delas é porque são um bando de egocêntricos apátridas embriagados pelo poder, psicologicamente imaturos, e que não tem grandeza moral para desempenharem o papel de juízes.

Eles são aproveitadores das benesses e das carcaças de um país apodrecido pela corrupção, cujos políticos ladrões são amparados pelo foro privilegiado, pela lentidão planejada da justiça, e pela fraqueza moral que impera principalmente naquela corte.

São coadjuvantes da destruição de uma democracia que começava a despontar, hipócritas de um teatro macabro, vassalos da criminalidade. Esse fantasma vai seguramente assombrar os seus descendentes, mas nem isso os afeta.

Ao invés de guardiães da Constituição como se arvoram, são os prostitutos constitucionais, estafetas da imoralidade e da desesperança, gigolôs do poder absoluto da contravenção, e dos seus defensores feitos milionários pelo dinheiro do crime vindo dos cofres públicos. 

Eles não sabem o que é construir uma nação. Eles se dobram a um líder corrupto, bêbado, vendedor de ilusões, e entregador de desgraças, que quebrou o país e as suas instituições.

Esses supostos juízes são mais baixos que os desinformados que votam no ilusionista pigmeu, amoral e analfabeto. Eles são cúmplices do populismo devorador do progresso e do desenvolvimento. São verdadeiros assassinos da evolução civilizatória de um povo. 

Esses lenientes doentios, pretensos artistas eruditos de televisão, consumidos por uma vaidade injustificada com tintas de psicopatia, são os torpedeadores da esperança nacional. Os trejeitos efeminados de um deles, na tentativa de projetar uma grandeza inexistente revela a fraqueza moral e a vaidade desmedida. Os argumentos exagerados e mutantes do outro revela que Saulo Ramos tinha razão; é um juiz de merda. As mudanças de opinião de outro revela o caráter mercantilista de sua personalidade e o DNA coronelista que não consegue disfarçar. A necessidade de outro de agradecer o emprego arrumado pela mãe, através da amizade com a mulher do presidente ultrapassa todos os limites, chega a ser patética, se não fosse trágica, o seu clamor por generosidade para com o corrupto condenado. Outro, advogado partidário, não precisaria estar lá, bastaria enviar o voto pelo correio, pois todos os brasileiros já sabem como vai votar. É um voto partidário, a favor da criminalidade.

Essa corte é o próprio retrato de Sodoma e Gomorra, chegamos ao fim dos tempos.

Depois de Lula, eles vão libertar Cabral, Cunha, Geddel, Palocci, Beira-Mar, só para mencionar uns poucos. Esses exploradores do lenocínio político que se tornou a nossa nação transformaram a Suprema Corte em guardiã do assalto aos cofres públicos, protetora das máfias partidárias, masturbadores persistentes das mazelas nacionais.

A corja do STF é pior que Lula, Michel Temer, Palocci, Geddel, Lucio Vieira Lima, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Eliseu Padilha, Romero Jucá, Jader Barbalho, juntos. Esse pessoal só queria roubar a nação, eles tinham um propósito. Mas eles não tinham o poder de condenar a nação ao eterno inferno do subdesenvolvimento e da violência.

Os políticos podem ser expulsos pelo voto, o que não é possível com os  “Kalifas do STF” que deveriam ser juízes em benefício do povo e não no próprio. Eles só podem ser retirados pelo Congresso, onde estão os corruptos que os colocaram lá. 

Eles tem o poder de condenar o país ao inferno do subdesenvolvimento, e decidiram fazer exatamente isso. O pequeno e frágil conjunto de regras da democracia é constantemente estuprado pelos parasitas supremos, para proteger criminosos famosos. Então eles são mais criminosos do que os criminosos que protegem. Quem defende bandido, bandido é.

Veja-se a decisão da cassação da chapa Dilma-Temer, onde o Presidente na época prestou um serviço sujo ao seu mestre, deturpando a legislação e a constituição, para mostrar gratidão a quem lhe deu o emprego. Veja-se o outro soltando o amigo e parceiro de negócios do Rio, por diversas vezes seguidas. Aos amigos tudo, aos inimigos a Lei. E o outro que pediu vistas do caso do foro privilegiado, depois de já ter a maioria formada. É ou não é um agente do obscurantismo defendendo o interesse dos seus mestres.

Os longos e hipócritas argumentos de proteção da constituição proferidos quando a televisão está filmando se esvaem quando, em lugar da proteção da constituição, entregam a cocaína da leniência populista e hipócrita para deleite dos saqueadores da nação. 

São todos muito iguais, nomeados pelos criminosos que deveriam julgar, parceiros nos crimes contra a nação. Eles são, da mesma forma que os corruptos, traidores da nação e dos brasileiros em geral.

Diga-se por justiça, que não são todos iguais. A Corte faz uma maioria macabra, mas existem almas solitárias que se rebelam contra isso, em homenagem à própria consciência, mas são minoria. 

Essa corte poderia se chamar Supremo Tribunal da Fornicação, ou Tribunal da Eterna Prescrição. Ao longo da sua história, julgou menos de 5% dos processos que lá chegam.

Vejam o caso de Renan Calheiros, com 11 processos e nenhum anda. Romero Jucá, Eliseu Padilha, Michel Temer, Lucio Vieira Lima, só para mencionar alguns nomes. Meu Deus, o Brasil não merece isso. Todos esse pessoal está protegido pelo STF. E agora o princípio Lula vai valer para todos. Os criminosos da Lava Jato vão estar todos soltos, desfrutando do saque dos últimos anos, e dividindo com os coadjuvantes dessa obra grotesca.

Esses juízes não se importam se os seus nomes fizerem parte do esgoto da história. Eles querem o aqui e agora... que se dane o futuro. São hedonistas, amorais radicais, midiáticos embriagados, não se importam em ser vilões, desde que sejam remunerados adequadamente e estiverem na TV. O maior mercador da Corte se comporta como Primeiro Ministro e degusta da mesma forma o poder sobre o presidente e parlamentares enrolados, como do comando dos jagunços de Mato Grosso. Ele aprecia muito os dois papéis. Esse é o maior psicopata, que tem os políticos todos na mão, e sem nenhum pudor desfruta disso avassaladoramente.

O que fazer? Precisamos no mínimo execrar esses personagens macabros da desgraça nacional. Ir para rua. Introduzir mais leis de iniciativa popular. Mudar a forma de indicar os juízes da Suprema Corte. Bandidos no Executivo, bandidos no Legislativo, e bandidos no Judiciário, todos se protegem, não farão leis que beneficiem o país, a não ser com pressão popular.

Votem em pessoas que nunca estiveram lá. Vamos trocar todos. Só o povo na rua para acabar com esse incesto criminoso entre membros de todos os poderes. Vamos começar indo para rua , para tentar reverter o salvo conduto do molusco pinguço e doente.”

“(Nota: essa publicação tem autor e notoriedade pública)”

Agora, somente cabe a nós povo de bem; fazer circular, com a mais absoluta velocidade, tal qual à da luz, ok?

Nova pesquisa do Sebrae, Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise, Sebrae do RS

A quinta edição da pesquisa Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise, realizada pelo Sebrae RS entre os dias 01 e 09 de maio, apresenta uma considerável diminuição do percentual de empreendedores que tiveram redução de faturamento dos negócios, que é um dos reflexos mais danosos do isolamento social imposto pelo novo coronavírus. Neste levantamento, houve uma queda de 11 pontos percentuais no indicador, que passou de 91%, verificados na semana anterior, para 80% dos empresários que sinalizaram ter diminuído os rendimentos da empresa por causa da crise. No extremo oposto, observa-se um crescimento de dois pontos percentuais nos negócios que relatam aumento no faturamento, chegando a 5% dos respondentes. Os dois índices são os melhores já registrados desde que a pesquisa começou a ser feita no início de abril.

De acordo com o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy, essa redução pode sinalizar uma retomada nos negócios, considerando que, em muitas regiões, as medidas restritivas foram flexibilizadas. “A retomada parcial das atividades econômicas, especialmente o comércio e alguns serviços, certamente trará benefícios aos negócios, mas é importante que o empreendedor continue com as cautelas necessárias na administração dos efeitos da crise, especialmente em relação ao caixa da empresa, pois sabemos que ainda podem haver mudanças nas autorizações, conforme prevê o plano de distanciamento controlado estabelecido pelo Governo do Estado vis-à-vis a evolução do controle da pandemia”. O dirigente reforça que é preciso reaprender a empreender, reinventar o jeito de se relacionar com os clientes, olhar constantemente para as oportunidades de revisão do modelo de negócios e seguir monitorando a saúde do fluxo de caixa.

O número de empresas que tiveram queda no faturamento superior a 50% chega a 56% dos entrevistados. Apesar deste percentual ainda elevado, houve uma reversão da tendência verificada nas semanas anteriores, já que, em relação a quarta semana, o índice obteve queda de seis pontos percentuais. Além disso, a atual pesquisa mostra que 47% dos empreendedores pretendem manter o negócio em funcionamento, alta de três pontos percentuais quando comparado com a semana anterior (44%).

A pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios é construída em colaboração com os clientes dispostos a informar ao Sebrae os principais dados referentes ao impacto da crise no seu negócio, e o resultado agora divulgado apresenta a evolução das percepções dos empreendedores nas cinco últimas semanas. A partir destes dados, o Sebrae RS ajusta sua atuação junto aos pequenos negócios, desenvolvendo e sugerindo ações mais efetivas para que os empreendedores possam manter suas empresas no mercado neste momento de grave crise econômica.

Financiamentos
Estimulada pelas demandas dos empreendedores nas pesquisas anteriores, na elaboração da quinta rodada de perguntas foram incluídas questões sobre financiamento, as quais revelaram que, dentre os respondentes, 32% buscaram empréstimo para manter o seu negócio em funcionamento após o início da crise, contra 68% que não optaram por essa alternativa. Dos que buscaram financiamento, 26% conseguiram efetivar a operação, 36% não lograram êxito, e 38% ainda não tiveram resposta das instituições financeiras, estando os pedidos ainda em análise.

Questionados sobre os motivos da negativa de concessão dos empréstimos, os mais citados foram: restrições cadastrais dos sócios ou da empresa (27%) e falta de garantias ou avalistas (27%). Ainda, 22% dos empresários relataram que optaram por não efetivar a operação levando em consideração a taxa de juros muito alta.

Confira os dados gerais da Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise:
Impacto nos pequenos negócios
Negócios afetados negativamente
• 75% (primeira semana)
• 71% (segunda semana)
• 77% (terceira semana)
• 70% (quarta semana)
• 73% (quinta semana)

Negócios afetados positivamente
• 16% (primeira semana)
• 20% (segunda semana)
• 16% (terceira semana)
• 24% (quarta semana)
• 19% (quinta semana)

Faturamento: redução
• 90% (primeira semana)
• 86% (segunda semana)
• 89% (terceira semana)
• 91% (quarta semana)
• 80% (quinta semana)

Faturamento: alta
• 3% (primeira semana)
• 3% (segunda semana)
• 1% (terceira semana)
• 3% (quarta semana)
• 5% (quinta semana)

Perda no faturamento
• 56% maior do que 50%
• 16% de 41 a 50%
• 10% de 31 a 40%
• 10% de 21 a 30%
• 3% de 11 a 20%
• 3% de 6 a 10%
• 1% até 5%

Sobre o negócio: manter
• 32% (primeira semana)
• 38% (segunda semana)
• 49% (terceira semana)
• 44% (quarta semana)
• 47% (quinta semana)

Sobre o negócio: reposicionar
• 27% (primeira semana)
• 31% (segunda semana)
• 20% (terceira semana)
• 27% (quarta semana)
• 25% (quinta semana)

Sobre o negócio: reduzir
• 27% (primeira semana)
• 20% (segunda semana)
• 20% (terceira semana)
• 19% (quarta semana)
• 16% (quinta semana)

Ações em decorrência da crise
• 35% renegociou prazos e pagamentos com os fornecedores
• 31% reduziu o horário de funcionamento
• 27% renegociou financiamentos existentes
• 23% ampliou as vendas online
• 23% deu férias aos funcionários
• 17% suspendeu os contratos de trabalho

Necessidades
• 61% capital de giro
• 34% isenção de Impostos e taxas

Artigo, Guilherme Fiuza - A quarentena faliu

Das redes sociais aos telejornais, a patrulha viral está em pé de guerra – recitando números de mortos para dizer que mortos não são números. E quem é que pensa que mortos são números? Você! (segundo eles). A mensagem é clara: quem não se converter à Seita da Terra Parada é desumano e está brincando com vidas. Aí aconteceu o que ninguém esperava.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, adversário de Donald Trump e adepto do isolamento horizontal, deu uma entrevista bombástica. Nota rápida: governadores e prefeitos em várias partes do mundo hoje em dia passam a vida dando entrevistas bombásticas – e intermináveis, porque com recordes sucessivos de audiência não se brinca. Frequentemente são entrevistas macabras, como aquela do prefeito de São Paulo enumerando urnas funerárias, sacos para cadáveres e abertura de valas. Mas essa de Andrew Cuomo mudou tudo.

Segundo o governador do estado americano mais atingido pela epidemia de coronavírus, 84% das pessoas que estão hoje hospitalizadas com Covid-19 estavam cumprindo as medidas de confinamento. Vamos repetir, porque você está achando que leu errado: apenas 16% dos pacientes de coronavírus internados hoje na rede hospitalar de Nova York não estavam na quarentena horizontal. Andrew Cuomo, que é adepto fervoroso do “fique em casa”, informou com todas as letras, “chocado” (nas palavras dele mesmo), que a imensa maioria dos doentes de Covid-19 estava em casa.

E agora?

Agora é o seguinte: você aí, militante furibundo da Seita da Terra Parada, que passa o dia patrulhando os outros nessa sua obsessão doentia de apontar assassinos, vai ter que se virar. Abrir a porta de casa e botar o pé na calçada, querido caçador de bruxas, não pode mais ter tipificado por você e seus capangas ideológicos como tentativa de homicídio. Que pena, né? Tava tão bom brincar de bancar o herói da ética humanitária contra o genocida da esquina, não tava? Pois é, mas agora acabou.

O seu pretexto covarde, que nunca teve nada de científico (mas você fingia que tinha) se desmanchou ao vivo na televisão – logo ela, que tanto te serviu para perseguir os outros. E veja que coisa curiosa: a revelação do governador de Nova York sumiu – simplesmente sumiu – do noticiário. Uma informação que demarca absolutamente todo o conjunto de premissas no combate à pandemia caiu na clandestinidade – ao menos nas primeiras 48 horas, o que é uma eternidade para quem vive gritando que cada minuto é precioso para salvar vidas enfiando todo mundo em casa.

A própria OMS – principal referência de vocês, os falsos seguidores da ciência, para a política do trancamento geral – já tinha alertado sobre a migração das frentes de contágio para dentro das casas. E não era culpa do velhinho que foi à padaria – como vocês, sempre covardemente, tentavam alegar para manter o seu dogma. Era culpa do vírus. Ele é que foi à padaria, ao banheiro, ao quarto, à sala e a todos os lugares de carona com humanos que nem sabiam dele.

Mas vocês, os científicos oniscientes, sempre souberam onde estava cada covid, e mandaram a humanidade se trancar em casa que o vírus ia morrer de fome do lado de fora. Mas ele fez a festa no aconchego dos lares, e será eternamente grato a vocês, os talibãs da quarentena burra (e devastadora).

Agora vamos ver como as vítimas do sequestro consentido farão para recuperar a liberdade – aquela que é muito fácil perder e muito difícil conquistar. Os tiranetes de São Paulo, João Dória e Bruno Covas, estão soldando as portas do comércio, numa boa, como se estivessem na União Soviética. Os tiranetes do Rio de Janeiro, Wilson Witzel e Marcelo Crivella, querem o lockdown total – para que o cidadão só possa ir à farmácia pedindo a autorização deles.

Nunca se viu tanta estupidez e covardia per capita. Acordem, antes que a noite se instale de vez.

Artigo, Tiago Silva - Não recebi o convite

É com essa frase que tenho respondido as pessoas que me parabenizam pela nomeação do meu pai a vice presidência do Superior Tribunal de Justiça. Não recebi o convite para a posse. Fiquei sabendo da sua nomeação como todos os outros, pela imprensa. Nem todos sabem, mas sou filho do Ministro do STJ e ex Desembargador, Jorge Mussi. Nunca falei publicamente sobre isso. Mas recentemente, após uma longa batalha na justiça, tive o direito a paternidade reconhecida.

Fruto de uma relação do filho da patroa com a empregada, não tive o nome do pai no meu registro. Não tive sua presença, seu carinho, seu apoio, da infância a vida adulta. Isso nunca me impediu de trilhar o meu cominho e conquistar minhas vitórias. Lutei duras batalhas. Contra a desigualdade, o preconceito, a falta de oportunidades. A pobreza. O meu pai trilhou o seu também, formado em direito pela Universidade Federal de Santa Catarina e de família influente ingressou na magistratura como desembargador. Em dezembro de 2007, foi nomeado ao cargo de ministro do STJ e foi membro do Tribunal Superior Eleitoral. Assim como agora não fui convidado para nenhuma de suas posses. Ele se envergonha de ter um filho com a empregada doméstica. O que me leva a concluir que tal caminho de êxito e sucesso, como homem que aplica a lei, não o sensibilizou do meu direito, como filho de ter um pai. Mas a justiça só é justa quando feita com coração.

Em respeito a minha mãe, não tornei púbica essa luta. Não usei da visibilidade das minhas conquistas pessoais, como diretor do Procon municipal ou como vereador mais votado de Florianópolis em 2008, para tornar pública essa injustiça. Mas esse ano, a vida levou a minha mãe. Uma mulher guerreira que com ajuda da minha avó decidiu não brigar com o homem que era o pai do seu filho para ajudar a me criar. Desde muito jovem ela também precisou enfrentar inúmeras dificuldades. Entre elas a de criar um filho sozinha.

Mas eu, por decisão própria enfrentei, sozinho, uma intensa e turbulenta batalha na justiça. O meu pai, ministro Jorge Mussi, utilizou de toda a sua influência e aproveitando-se da morosidade dos processos judiciais do país para dificultar o reconhecimento de paternidade. A ponto de a rolar uma testemunha que morava nos Estados Unidos para ser ouvida. O que não impediu que a justiça fosse feita. Venci. Me tornei, nos documentos, Tiago Silva Mussi. Porém, muitas pessoas que acompanharam essa luta me questionam porque não assino usando o Mussi. Me sinto mais confortável sendo um Silva. Somos um país construído por Silvas. Muitos inclusive, sem pai, mas a maioria honestos e éticos.
Tiago Silva