- O autor é advogado, sócio da Nello Investimentos
Trago à tona duas histórias reais e emblemáticas no mercado de fusões e aquisições para confirmar a assertiva apresentada no título deste artigo.
História um: Abílio Diniz, ex-dono do grupo Pão de Açúcar, numa manifestação em vídeo (fonte Youtube), diz que o grande erro da sua vida foi ter feito o contrato com o grupo francês Casino, quando da venda da sua empresa, em 2005. Como empreendedor que é afirma que realizaria de novo o negócio, mas faria bem feito. Alega que o grande erro foi ter feito um mal contrato. Para ele o momento do contrato é o mais importante de tudo. Tem de prever todas as possibilidades e tudo que vem pela frente. Sugere que se vá a exaustão, tome o tempo que for necessário, para análise dos contratos. Finaliza dizendo que é preferível não fazer o negócio do que fazer um mal contrato.
História dois: Vale a leitura da entrevista publicada pela Revista Exame em março/18, com Victorio De Marchi, ex-presidente da Antarctica e conselheiro da Ambev, o qual conta em livro, os bastidores da fusão com a Brahma em 1999. Empresas concorrentes e grandes rivais, à época, Brahma e Antarctica demoraram apenas 45 dias para costurar o acordo e o mais revelador, nas palavras de De Marchi: “todos os contratos são muito bacanas, mas em 20 anos nunca precisamos abrir os documentos. Deu certo pelas pessoas envolvidas que queriam que as coisas funcionassem”. Quando comprador e vendedor entram numa negociação pensando em só tirar vantagens, depreciar ativos ou impor processos e visões a soma é igual a zero e a possibilidade de não sair negócio é muito grande. No caso da Brahma e Antarctica, as empresas decidiram contratar um só banco para fazer a avaliação de cada companhia. Mesmo a Antarctica sendo menor, decidiu-se, no controle, ter a nova empresa uma administração conjunta, com quatro conselheiros de cada lado e uma copresidência no conselho. Um grupo de trabalho escolheu ainda as melhores pessoas e os melhores processos de cada uma das empresas. O resto faz parte da história da gigante Ambev.
Talvez ambos empresários estejam certos em suas afirmações. Certo mesmo é que não há receita pronta em matéria de fusões e aquisições, processos em sua maioria longos, complexos, com uma gama de obstáculos e interesses muitas vezes difusos.
Raros são os casos similares. As transações são realizadas em momentos históricos diferentes, com atores e companhias diferentes, sofrendo riscos e efeitos diversos, nos mais variados campos, seja político, econômico, regulatório ou pessoal.
Para aumentar o desafio, temos na mesma operação, casos em que os participantes, que deveriam estar no mesmo lado, defendendo os mesmos interesses, possuem visões e sentimentos divergentes frente ao negócio. Ou mesmo comprador e vendedor com visões antagônicas sobre a própria operação. Um acredita que fez um bom negócio o outro não; ambos acham que fizeram um bom negócio, o que nos leva ao mundo ideal ou ainda, mais raro, mas possível, ambos concluírem que fizeram um mal negócio. Será que o Sr. Jean-Charles Naouri, Presidente do Conselho do grupo francês Casino, por tudo que passou, também acha que fez um mal negócio com Abílio Diniz? Questão interessante a aprofundar! Se, como sócios, tivermos ainda irmãos, marido e mulher ou amigos de infância com visões tão diferentes, tudo tende a se complicar! Como expus talvez todos tenham um pouco de razão. Não há receita pronta! Vender uma empresa é uma decisão de vida. É entender que um ciclo de encerra para outro se abrir logo adiante. É precificar o passado, sem muita certeza quanto ao futuro. Mas histórias como estas nos fazem refletir que, no mundo das operações de M&A, pessoas preparadas, a vontade de fazer o negócio e o equilíbrio de interesses podem ser mais decisivos que processos e contratos burocráticos num jogo de vencedores e vencidos. Abílio Diniz certamente cuidará mais dos contratos na próxima vez e, com mais amarras, provavelmente não venha a ter tanta dor de cabeça ou, talvez, corra o risco de perder o negócio. De Marchi, por sua vez, continuaria usando a empatia e a conciliação de interesses para fechar suas operações. Talvez deixasse uma brecha – jurídica ou não - para grupos e pessoas mais afoitas e maliciosos. Tenho a sensação que 30 anos atrás tudo era mais fácil e não tão complexo, sejam os contratos, sejam as pessoas. Era um mundo de menos contrato e mais confiança. Em resumo uma certeza: sabemos como um processo de M&A começa, mas nem imaginamos como e quando ele termina.
Por Fabrício Scalzilli
Sócio da Nello Investimentos
Artigo, Jeronimo Goergen, Zero Hora - O legado da terra arrasada
Na última década, o Brasil teve pelo menos duas grandes oportunidades de avançar em áreas importantes da economia para deixar um legado de investimentos. Na prática, a Copa de 2014 e as Olimpíadas 2016 serviram como pano de fundo para grandes esquemas criminosos. Estádios e obras superfaturadas, projetos que sequer saíram do papel. Bilhões drenados pelo ralo da corrupção. O Complexo Olímpico do Rio de Janeiro foi abandonado ao sabor do tempo. Alguns dos estádios sequer se sustentam financeiramente. Com tantos exemplos de irregularidades e desperdício, pensei que os gestores públicos tivessem aprendido alguma coisa. Eis que surge uma pandemia mundial que nos atinge em cheio. Mesmo com todas as dificuldades orçamentárias, os governos passaram a canalizar verbas importantes para a criação de novos leitos de UTI, que deveriam receber equipamentos de ponta. O que estamos presenciando é a multiplicações de operações policiais. Nem mesmo uma crise sanitária, econômica, política e social foi capaz de deter prefeitos e governadores mal intencionados, insensíveis às quase 50 mil mortes! Diante disso, apresentei dois projetos de lei: um deles dobra as penas para a falsificação de medicamentos e produtos para fins terapêuticos e o outro transforma em crime hediondo o superfaturamento de equipamentos para saúde, como respiradores e EPIs. Em relação à economia, temos uma outra catástrofe, com a extinção de milhares de empresas e empregos. Hoje, talvez seja fácil dizer que as decisões tomadas não foram as mais acertadas. Alguém ainda tem dúvida de que o Carnaval deveria ter sido cancelado? Depois de 100 dias de políticas de isolamento e distanciamento social, com o fechamento de diversas atividades, imaginávamos que pudesse haver um melhor planejamento para a retomada da economia. Muitas lojas se prepararam para o novo normal, investiram em equipamentos e protocolos de segurança. Tanto esforço para voltar à estaca zero. Por enquanto o que temos é um legado de terra arrasada.
Por: Jeronimo Goergen – Deputado Federal
Por: Jeronimo Goergen – Deputado Federal
CCJ aprova projeto que regulamenta a educação domiciliar no RS
Proposta sobre o homeschooling segue para a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa
Após meses de discussões, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, nesta terça-feira (23/06), o projeto de lei de autoria do deputado Fábio Ostermann (Novo) que regulamenta o ensino domiciliar no Rio Grande do Sul. Durante a sessão que deliberou sobre o PL, dezenas de reações e comentários favoráveis foram publicados na transmissão via YouTube. Agora, o projeto segue para a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa.
Ostermann comemorou a aprovação na CCJ, pois foi possível construir um consenso em relação à matéria. “Essa vitória é mais uma etapa vencida rumo à liberdade de aprender e ensinar aqui no Rio Grande do Sul. Infelizmente, temos Estado afora mais de mil famílias que estão submetidas a uma situação indigna de perseguição por parte de grupos que são ideologicamente opositores a ideia da educação domiciliar”, pontuou.
Protocolado em abril de 2019, o projeto do homeschooling teve, ao todo, oito pedidos de vista que adiaram por mais de um ano a votação. Nesta terça, o PL foi aprovado com nove votos favoráveis e três contrários.
Durante sua manifestação na sessão da CCJ, Fábio Ostermann apontou que o homeschooling é uma opção para as famílias que têm condições de prover a educação dos seus filhos. “Esse período de pandemia proporciona uma reflexão importante sobre os meios alternativos de ensino.”
Relator da matéria, o deputado Sérgio Turra (PP) destacou que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou pela constitucionalidade do ensino domiciliar, desde que a prática seja regulamentada. “O direito dos pais de adotar o homeschooling encontra suporte não apenas na Constituição Federal, mas também em decisão recente do STF”, afirmou.
Conheça a proposta
De acordo com o Projeto de Lei 170/2019, as famílias que optarem pelo ensino doméstico deverão manter um registro atualizado das atividades pedagógicas desenvolvidas. Para comprovar o aprendizado, crianças e adolescentes educados no regime domiciliar deverão passar por avaliações periódicas aplicadas pelo sistema regular de ensino.
Também conhecida como homeschooling, a prática é legalizada em 64 países. No Brasil, já existem propostas semelhantes aprovadas nas Assembleias Legislativas de São Paulo e Minas Gerais. Desde agosto do ano passado, o ensino domiciliar é permitido por lei na capital do Espírito Santo.
Após meses de discussões, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, nesta terça-feira (23/06), o projeto de lei de autoria do deputado Fábio Ostermann (Novo) que regulamenta o ensino domiciliar no Rio Grande do Sul. Durante a sessão que deliberou sobre o PL, dezenas de reações e comentários favoráveis foram publicados na transmissão via YouTube. Agora, o projeto segue para a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa.
Ostermann comemorou a aprovação na CCJ, pois foi possível construir um consenso em relação à matéria. “Essa vitória é mais uma etapa vencida rumo à liberdade de aprender e ensinar aqui no Rio Grande do Sul. Infelizmente, temos Estado afora mais de mil famílias que estão submetidas a uma situação indigna de perseguição por parte de grupos que são ideologicamente opositores a ideia da educação domiciliar”, pontuou.
Protocolado em abril de 2019, o projeto do homeschooling teve, ao todo, oito pedidos de vista que adiaram por mais de um ano a votação. Nesta terça, o PL foi aprovado com nove votos favoráveis e três contrários.
Durante sua manifestação na sessão da CCJ, Fábio Ostermann apontou que o homeschooling é uma opção para as famílias que têm condições de prover a educação dos seus filhos. “Esse período de pandemia proporciona uma reflexão importante sobre os meios alternativos de ensino.”
Relator da matéria, o deputado Sérgio Turra (PP) destacou que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou pela constitucionalidade do ensino domiciliar, desde que a prática seja regulamentada. “O direito dos pais de adotar o homeschooling encontra suporte não apenas na Constituição Federal, mas também em decisão recente do STF”, afirmou.
Conheça a proposta
De acordo com o Projeto de Lei 170/2019, as famílias que optarem pelo ensino doméstico deverão manter um registro atualizado das atividades pedagógicas desenvolvidas. Para comprovar o aprendizado, crianças e adolescentes educados no regime domiciliar deverão passar por avaliações periódicas aplicadas pelo sistema regular de ensino.
Também conhecida como homeschooling, a prática é legalizada em 64 países. No Brasil, já existem propostas semelhantes aprovadas nas Assembleias Legislativas de São Paulo e Minas Gerais. Desde agosto do ano passado, o ensino domiciliar é permitido por lei na capital do Espírito Santo.
Dica do editor - Participe desta conversa sobre apoio psicológico a pacientes e profissionais, Medicina do Moinhos de Vento, Porto Alegre
Faculdade Moinhos promove debate sobre apoio psicológico a pacientes e profissionais
Especialistas em psicologia hospitalar abordarão mudanças no atendimento em tempos de pandemia
Muito além das questões relacionadas à saúde física, a COVID-19 tem preocupado especialistas a respeito do sofrimento psicológico na população. Nos hospitais, a saúde mental requer ainda mais atenção – seja pelo esgotamento dos profissionais que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus, seja na situação de pacientes e seus familiares. Para esclarecer esse contexto e ampliar a discussão sobre atendimento assistencial pelas equipes multidisciplinares, a Faculdade de Ciências da Saúde do Hospital Moinhos de Vento promove esta terça-feira (23) o debate virtual “Psicologia Hospitalar e o apoio emocional na COVID-19: O que mudou?”.
O evento online abordará implicações da pandemia na saúde mental, grupos que mais necessitam de apoio neste momento e orientações sobre intervenções psicológicas. O debate contará com a participação da supervisora do Serviço de Psicologia do Hospital Moinhos de Vento, Júlia Schneider Hermel, da psicóloga referência do Centro de Oncologia, Karine Viana Maciel, da psicóloga referência da Unidade Onco-Hematológica e do Centro de Diálise, Marceli Cristina Emer, e da psicóloga referência do CTI Adulto, Silvana Pinto Hartmann. A mediação será da coordenadora do curso de pós-graduação em Psicologia Hospitalar, Marcela Goulart. O encontro começa às 19 horas, e as inscrições podem ser feitas no site da instituição.
Moinhos Educa – A série de eventos de capacitação online que está sendo lançada pela Faculdade de Ciências da Saúde Moinhos de Vento busca discutir temas técnico-científicos da área da saúde e apresentar as melhores práticas assistenciais do próprio hospital e de instituições parceiras. O Moinhos Educa reune, a cada 15 dias, profissionais que atuam no cuidado com o paciente e na linha de frente do atendimento médico-assistencial: enfermagem, farmácia, fisioterapia, gestão, medicina, nutrição e psicologia. Os encontros acontecerão sempre às terças-feiras. As inscrições são gratuitas.
Especialistas em psicologia hospitalar abordarão mudanças no atendimento em tempos de pandemia
Muito além das questões relacionadas à saúde física, a COVID-19 tem preocupado especialistas a respeito do sofrimento psicológico na população. Nos hospitais, a saúde mental requer ainda mais atenção – seja pelo esgotamento dos profissionais que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus, seja na situação de pacientes e seus familiares. Para esclarecer esse contexto e ampliar a discussão sobre atendimento assistencial pelas equipes multidisciplinares, a Faculdade de Ciências da Saúde do Hospital Moinhos de Vento promove esta terça-feira (23) o debate virtual “Psicologia Hospitalar e o apoio emocional na COVID-19: O que mudou?”.
O evento online abordará implicações da pandemia na saúde mental, grupos que mais necessitam de apoio neste momento e orientações sobre intervenções psicológicas. O debate contará com a participação da supervisora do Serviço de Psicologia do Hospital Moinhos de Vento, Júlia Schneider Hermel, da psicóloga referência do Centro de Oncologia, Karine Viana Maciel, da psicóloga referência da Unidade Onco-Hematológica e do Centro de Diálise, Marceli Cristina Emer, e da psicóloga referência do CTI Adulto, Silvana Pinto Hartmann. A mediação será da coordenadora do curso de pós-graduação em Psicologia Hospitalar, Marcela Goulart. O encontro começa às 19 horas, e as inscrições podem ser feitas no site da instituição.
Moinhos Educa – A série de eventos de capacitação online que está sendo lançada pela Faculdade de Ciências da Saúde Moinhos de Vento busca discutir temas técnico-científicos da área da saúde e apresentar as melhores práticas assistenciais do próprio hospital e de instituições parceiras. O Moinhos Educa reune, a cada 15 dias, profissionais que atuam no cuidado com o paciente e na linha de frente do atendimento médico-assistencial: enfermagem, farmácia, fisioterapia, gestão, medicina, nutrição e psicologia. Os encontros acontecerão sempre às terças-feiras. As inscrições são gratuitas.
Artigo, Rodrigo Constantino, Zero Hora - O mito do jornalista imparcial
Quando o assunto é comentarista de opinião, o background fala ainda mais alto, pois todos nós temos uma visão de mundo
Uma reportagem deveria sempre buscar a imparcialidade, relatar os fatos com a maior objetividade possível e escutar os diferentes lados sobre a questão. Isso no mundo ideal. Na realidade, o viés ideológico já começa na escolha das pautas, depois é estampado na manchete, no tom dado à matéria, na seleção dos “especialistas” que vão comentar o caso etc. E isso vale para reportagens.
Quando o assunto é comentarista de opinião, o background fala ainda mais alto, pois todos nós temos uma visão de mundo. O mais transparente, nesse caso, seria o leitor conhecer essa visão, saber de onde o comentarista parte para fazer suas análises, sem a pretensão de que se trata de alguém totalmente desprovido de preconceitos, voltado estritamente para uma análise fria sem qualquer preferência.
O que escrevo é bastante óbvio para o público, mas curiosamente um tabu para os jornalistas. Entendo. Aquele ideal descrito acima é uma imagem bela de se preservar. Mas quando fica cada vez mais evidente para o público a distância entre meta e resultado, a consequência é a perda de credibilidade do veículo. A patota não se dá conta disso, e depois culpa o público pela queda de audiência.
Debatia com um colega esta semana sobre o caso Queiroz e ele, irritado e mesmo ofendido, rebateu que não era esquerdista quando apontei seu viés, mas sim um jornalista. Ora, e por acaso uma coisa impede a outra? E jornalistas não são seres humanos com suas visões políticas, suas ideologias até? A obsessão do colega em atacar sempre Bolsonaro e jamais conseguir elogiá-lo trai o viés que ele nega.
Outra jornalista, famosa, chegou a comparar o ex-ministro Weintraub, no dia de sua saída, a um vírus, considerando-o pior! Isso em época de pandemia, que já tirou a vida de mais de 40 mil brasileiros. E olha que ela é da turma do “fiquem em casa” e da quarentena gourmet. Mas parece que a paixão domina a objetividade na hora de comentar sobre a queda do ministro.
Todo mundo é livre para ser de esquerda, por mais que eu julgue isso um equívoco. Mas pega mal quando o esquerdista militante se passa por jornalista imparcial. O leitor percebe...
Uma reportagem deveria sempre buscar a imparcialidade, relatar os fatos com a maior objetividade possível e escutar os diferentes lados sobre a questão. Isso no mundo ideal. Na realidade, o viés ideológico já começa na escolha das pautas, depois é estampado na manchete, no tom dado à matéria, na seleção dos “especialistas” que vão comentar o caso etc. E isso vale para reportagens.
Quando o assunto é comentarista de opinião, o background fala ainda mais alto, pois todos nós temos uma visão de mundo. O mais transparente, nesse caso, seria o leitor conhecer essa visão, saber de onde o comentarista parte para fazer suas análises, sem a pretensão de que se trata de alguém totalmente desprovido de preconceitos, voltado estritamente para uma análise fria sem qualquer preferência.
O que escrevo é bastante óbvio para o público, mas curiosamente um tabu para os jornalistas. Entendo. Aquele ideal descrito acima é uma imagem bela de se preservar. Mas quando fica cada vez mais evidente para o público a distância entre meta e resultado, a consequência é a perda de credibilidade do veículo. A patota não se dá conta disso, e depois culpa o público pela queda de audiência.
Debatia com um colega esta semana sobre o caso Queiroz e ele, irritado e mesmo ofendido, rebateu que não era esquerdista quando apontei seu viés, mas sim um jornalista. Ora, e por acaso uma coisa impede a outra? E jornalistas não são seres humanos com suas visões políticas, suas ideologias até? A obsessão do colega em atacar sempre Bolsonaro e jamais conseguir elogiá-lo trai o viés que ele nega.
Outra jornalista, famosa, chegou a comparar o ex-ministro Weintraub, no dia de sua saída, a um vírus, considerando-o pior! Isso em época de pandemia, que já tirou a vida de mais de 40 mil brasileiros. E olha que ela é da turma do “fiquem em casa” e da quarentena gourmet. Mas parece que a paixão domina a objetividade na hora de comentar sobre a queda do ministro.
Todo mundo é livre para ser de esquerda, por mais que eu julgue isso um equívoco. Mas pega mal quando o esquerdista militante se passa por jornalista imparcial. O leitor percebe...
Artigo, Carlos Mascia Gottschall - Pandemia: erros e prejuízos
O autor é o médico e professor Carlos Antonio Mascia Gottschall, RS, membro titular das Academias Sul-Rio-Grandense e Nacional de Medicina
Conduta individual extremada prejudica apenas o autor. Serve de fonte para repensar à luz de múltiplas evidências. Quando se injeta opinião única no comportamento mundial a catástrofe está formada. A atual pandemia do coronavírus em parte é real, mas em grande parte foi construída pela sua maior propagadora, a mídia totalitária que não admite o contraditório. Loas a Galbraith quando disse que a opinião convencional serve para proteger do doloroso trabalho de pensar.
Aliás, os maiores crimes da humanidade têm sido cometidos por não considerar que o outro existe. Sócrates teve que beber cicuta por criticar os falsos deuses atenienses; Cristo foi crucificado por pregar tolerância e amor; São Tomás de Aquino foi considerado herético por tentar conciliar fé com razão; Giordano Bruno foi queimado porque contrariou a ortodoxia; Galileu foi calado porque confirmou o movimento da Terra em torno do Sol; Lavoisier foi decapitado por despertar a inveja do criminoso Marat; Tiradentes foi enforcado porque quis independizar o Brasil; Hitler foi eleito o homem do ano em 1938, ocupando a capa da Time, sim, da Time!
Esses exemplos, num oceano de outros semelhantes, apoiaram-se praticamente na unanimidade da (in)consciência coletiva na respectiva época. Toda unanimidade é burra.
É o que está acontecendo com a dita pandemia do coronavirus: existe uma verdade única, quem a contesta é criminoso, insensível, desconsidera a vida humana, só há o caminho do isolamento social total e absoluto, ninguém pode sair de casa, todos têm que usar máscara, fora disso não existe outra realidade.
Quem pensa em alternativas despreza a vida dos contaminados. Também não se pode lembrar que a maioria dos infectados é assintomática, que poucos desenvolvem sintomas, apenas uma minoria do grupo de risco requer tratamento intensivo e vai a óbito. Entretanto, esse grupo é detectável, pode ser monitorado e submetido a tratamento diferenciado.
Um paciente com noventa anos e/ou cardiopata, diabético, obeso, enfisemantoso, canceroso, fumante, morre de qualquer comorbidade e também de coronavirus.
Sim, mas e os mais jovens? Também morrem, mas é muito raro, menos que de H1N1, dengue, malária, tuberculose, infarto, suicídio, atropelamento, assalto, assassinato, drogas e mais.
A verdade é que esse bombardeio total, constante e suspeito dos meios de comunicação baseia-se em premissas erradas: não há grupo controle, não há comparação com outras doenças, não há determinação de comorbidades, só empurram números absolutos em cima dos incautos.
Qualquer doença, se focada exclusivamente em números absolutos surpreenderá pela mortalidade causada. Dados recentes mostram que o número de suicídios é quase três vezes maior que o de mortes por coronavirus, que parece ser a única causa mortis existente.
As cento e cinquenta mil mortes que ocorrem por dia no mundo englobam milhares de causas.
A criminosa campanha de terror, principalmente pela rede Globo, com o fim covarde de derrubar o governo, desnorteia a população e causa maiores desgraças que as causadas pelo vírus: desespero, miséria, depressão, fome, suicídio, todas conhecidas condições alavancadoras de óbitos, mas isso não é quantificado.
Não interessa, pois mudaria o rumo da comunicação.
Vejam bem: ninguém nega a importância da pandemia, nem que deva ser energicamente enfrentada com medidas racionais, porém não pela mídia, por políticos ou juízes que nada entendem e não escondem outros interesses, mas parece terem mais poder que médicos competentes. A própria OMS, ligada à China, é suspeita porque acobertou o início da epidemia. O que se nega é a histeria, o terror, a desinformação e alguns métodos usados, ditos para combatê-la, agredindo direitos fundamentais.
O que acontece na realidade forma um conjunto de dois quadros indissociáveis:
1) de um lado a própria doença com seu quadro clínico geralmente benigno ou assintomático, ou com gravidade numa minoria mais suscetível, e
2) por outro lado as consequências malignas decorrentes de inapeláveis medidas coletivas: quebra de empresas, desemprego, miséria, depressão, neurose, suicídio, desnutrição, abandono. Estas segundas consequências, se somadas, são muito mais letais, são esquecidas pelos piedosos defensores da vida humana.
Indicações da mídia, ditadas por jornalistas, juízes ou políticos com interesses específicos e alguns médicos obedientes, causam arrepios em quem pensa:
Começando pela ridícula quarentena que confina pessoas em apartamentos mal ventilados e impede de ensolarar-se nos parques e nas praias, algo muito mais saudável. Nunca vi tanta imbecilidade, obrigam a usar ao ar livre máscaras de relativa eficácia, fazendo propaganda enganosa de que “quem usar não vai pegar”. Justificam-se em ambientes confinados.
O afastamento de dois metros e mãos limpas têm muito mais efeito anti-contágio. Confinamento só estoca o vírus para ser solto depois e prolongar o problema, enquanto os gestores arranjam tempo para explicar a falência, por peculato ou desvios, de recursos para a saúde.
As neuroses de crianças e adultos geradas pela prisão arbitrária, a agressividade desenvolvida pelo não fazer nada, feminicídios e suicídios, assassinatos de vizinhos, desfechos reais, não são quantificados pelos isolacionistas.
É fácil noticiar mortes e o valor do confinamento sentado no púlpito televisivo. Doloroso é o que ouvi de um ambulante: “doutor, é melhor morrer do tal vírus que de fome”! Ou de outro periférico mais abrangente: “este discurso de que a vida está em risco não surte efeito na periferia, onde a vida é um risco permanente.” O pior é que já foi demonstrado que o índice de infectados é aproximadamente o mesmo com ou sem o tal isolamento social.
Países que enfrentaram a pandemia sem histerismo, com relativa abertura, demonstram resultados positivos.
Dizem: mas a Suécia teve mais mortes que alguns outros promotores do confinamento radical. Talvez seja o preço a pagar. Não entendem esses idiotas da objetividade que a atitude sueca abrandou os outros efeitos maléficos colaterais, já citados, do isolamento absoluto. Continuam não entendendo que focar só na doença, destruindo a economia, causa muito maior prejuízo em vidas e qualidade de vida, pois economia saudável propicia vida, e o contrário mata mais que o vírus.
A destruição da economia por medidas sem contestação, com suas terríveis consequências, constitui verdadeiro crime contra a humanidade e atende a propósitos hegemônicos, auxiliada por “líderes” incapazes de enxegar objetivos bem claros. Não se salvam alguns com o sacrifício de todos. Se não intencional, o prejuízo pelo descuido contaminante deve ser cobrado da China.
Quem tenta enxergar um pouco o futuro, desespera-se. Estamos vendo claro autoritarismo e controle social por governos inspirados em hegemonia chinesa, que não sabe o que é democracia, transformando pessoas em robôs.
Direitos consagrados são constantemente violados, como o de ir e vir e o de escolha, que ficam subordinados à licença de qualquer guarda munido de uma autoridade que não pode ter, abordando pessoas, caçando-as nas praias ou até nadando no mar. Uma estupidez sem nenhum sentido, que mata a alegria, o exercício e o lazer.
O que estão fazendo sugere terrível cenário não longe de implantar-se e destruir todas as conquistas humanas de direito e liberdade desde a Revolução Francesa. O que certa e poderosa mídia faz é um ensaio aterrorizante para transformar pessoas em robôs, sem face, sem vontade, sem crítica, autômatos obedientes a decisões estatais, bem ao gosto dos inspiradores asiáticos.
Todos os heróis que morreram no passado para termos liberdade estão sendo ressepultados pelos novos sicofantas e suas medidas esdrúxulas e mortais.
Outro aspecto a considerar: É preciso ter cuidado com a higienização, porque todo extremo é maléfico. Se pega a moda de esterilizar todos os objetos tocados, de não apertar mãos, impedir o ar ambiente natural com filtros e o contato com outros por paredes plásticas (cuidado com os interesses comerciais), a longo prazo o sistema imunológico atrofia-se e abre portas para futuras novas pandemias por falta de anticorpos desenvolvidos.
Assim dizimaram-se populações indígenas ao chegaram na América os primeiros europeus que, assintomáticos, trouxeram o vírus da gripe comum. Uma criança que engatinha e leva a mão à boca está desenvolvendo imunidade. Querem roubar até nossa imunidade.
Pessoas hígidas no pleno uso de seus direitos são discriminadas pelo simples fato de terem setenta, oitenta, noventa anos. De novo, os idiotas da objetividade desconhecem não ser o número de anos, mas o estado biológico que torna a pessoa mais ou menos suscetível ao vírus.
O idoso tem direito a viver, divertir-se, fazer escolhas. Afirma com propriedade Rosário Pinto Correia, da Escola Lisboeta de Trabalho e Economia: “Os ´idosos com mais de 70 anos`, como são agora chamados, primeiro não se veem como idosos, segundo, não são idiotas, terceiro, em muito sabem mais do que os mais novos, quarto, querem gozar a vida como todos e, sobretudo, têm, como todos, o direito de escolher”.
Desde a época hipocrática, em que o Código de Ética Médica previa apenas transferir beneficência ao paciente, a duras penas, depois da segunda Guerra Mundial, surgiu em Nuremberg, após julgamento de criminosos nazistas e suas horrendas experiências em humanos, o conceito de autonomia do paciente.
Em 1978, foi promulgado o Relatório Belmont pelo Congresso Americano, lançando a tríade bioética baseada em beneficência (transferida pelo médico), autonomia (direito do paciente de aceitar ou não tratamento) e justiça (dever de a sociedade fornecer meios para tratar). Assim, autonomia é pensar, decidir, agir. Qualquer adulto tem de ser respeitado na sua autonomia, inclusive de correr risco em função de uma escolha. O que estão fazendo é retirar opções de pessoas lúcidas e coerentes, apenas porque têm mais de sessenta anos, por meio de medidas constrangedoras, anticonstitucionais.
É incrível alguns aderirem a atitudes intimidadoras tão duvidosas, chegam a raspar barbas pensando proteger-se do vírus. Se tivesse sentido, por coerência deveriam depilar o corpo inteiro e as mulheres também livrar-se das lindas e longas cabeleiras. Combinando com uso de inúteis máscaras nas ruas, sem expressão anímica, todos iguais, anódinos e anônimos, incapazes de reagir, tristeza no caminhar, tendem a virar robôs manobrados por controladores sociais. Chegam ao objetivo: anular todas as conquistas de liberdade humana, para melhor mandar.
Medicamentos e vacinas eficazes estão próximos a aparecer. Necessita-se repudiar e evitar as consequências do ditatorial controle social. As pessoas, aterrorizadas, estão próximas a serem anuladas arbitrariamente em vontades ou atitudes, se a sociedade não exibir o direito de reagir, se o ensaio de totalitarismo midiático e governamental prosperar.
Conduta individual extremada prejudica apenas o autor. Serve de fonte para repensar à luz de múltiplas evidências. Quando se injeta opinião única no comportamento mundial a catástrofe está formada. A atual pandemia do coronavírus em parte é real, mas em grande parte foi construída pela sua maior propagadora, a mídia totalitária que não admite o contraditório. Loas a Galbraith quando disse que a opinião convencional serve para proteger do doloroso trabalho de pensar.
Aliás, os maiores crimes da humanidade têm sido cometidos por não considerar que o outro existe. Sócrates teve que beber cicuta por criticar os falsos deuses atenienses; Cristo foi crucificado por pregar tolerância e amor; São Tomás de Aquino foi considerado herético por tentar conciliar fé com razão; Giordano Bruno foi queimado porque contrariou a ortodoxia; Galileu foi calado porque confirmou o movimento da Terra em torno do Sol; Lavoisier foi decapitado por despertar a inveja do criminoso Marat; Tiradentes foi enforcado porque quis independizar o Brasil; Hitler foi eleito o homem do ano em 1938, ocupando a capa da Time, sim, da Time!
Esses exemplos, num oceano de outros semelhantes, apoiaram-se praticamente na unanimidade da (in)consciência coletiva na respectiva época. Toda unanimidade é burra.
É o que está acontecendo com a dita pandemia do coronavirus: existe uma verdade única, quem a contesta é criminoso, insensível, desconsidera a vida humana, só há o caminho do isolamento social total e absoluto, ninguém pode sair de casa, todos têm que usar máscara, fora disso não existe outra realidade.
Quem pensa em alternativas despreza a vida dos contaminados. Também não se pode lembrar que a maioria dos infectados é assintomática, que poucos desenvolvem sintomas, apenas uma minoria do grupo de risco requer tratamento intensivo e vai a óbito. Entretanto, esse grupo é detectável, pode ser monitorado e submetido a tratamento diferenciado.
Um paciente com noventa anos e/ou cardiopata, diabético, obeso, enfisemantoso, canceroso, fumante, morre de qualquer comorbidade e também de coronavirus.
Sim, mas e os mais jovens? Também morrem, mas é muito raro, menos que de H1N1, dengue, malária, tuberculose, infarto, suicídio, atropelamento, assalto, assassinato, drogas e mais.
A verdade é que esse bombardeio total, constante e suspeito dos meios de comunicação baseia-se em premissas erradas: não há grupo controle, não há comparação com outras doenças, não há determinação de comorbidades, só empurram números absolutos em cima dos incautos.
Qualquer doença, se focada exclusivamente em números absolutos surpreenderá pela mortalidade causada. Dados recentes mostram que o número de suicídios é quase três vezes maior que o de mortes por coronavirus, que parece ser a única causa mortis existente.
As cento e cinquenta mil mortes que ocorrem por dia no mundo englobam milhares de causas.
A criminosa campanha de terror, principalmente pela rede Globo, com o fim covarde de derrubar o governo, desnorteia a população e causa maiores desgraças que as causadas pelo vírus: desespero, miséria, depressão, fome, suicídio, todas conhecidas condições alavancadoras de óbitos, mas isso não é quantificado.
Não interessa, pois mudaria o rumo da comunicação.
Vejam bem: ninguém nega a importância da pandemia, nem que deva ser energicamente enfrentada com medidas racionais, porém não pela mídia, por políticos ou juízes que nada entendem e não escondem outros interesses, mas parece terem mais poder que médicos competentes. A própria OMS, ligada à China, é suspeita porque acobertou o início da epidemia. O que se nega é a histeria, o terror, a desinformação e alguns métodos usados, ditos para combatê-la, agredindo direitos fundamentais.
O que acontece na realidade forma um conjunto de dois quadros indissociáveis:
1) de um lado a própria doença com seu quadro clínico geralmente benigno ou assintomático, ou com gravidade numa minoria mais suscetível, e
2) por outro lado as consequências malignas decorrentes de inapeláveis medidas coletivas: quebra de empresas, desemprego, miséria, depressão, neurose, suicídio, desnutrição, abandono. Estas segundas consequências, se somadas, são muito mais letais, são esquecidas pelos piedosos defensores da vida humana.
Indicações da mídia, ditadas por jornalistas, juízes ou políticos com interesses específicos e alguns médicos obedientes, causam arrepios em quem pensa:
Começando pela ridícula quarentena que confina pessoas em apartamentos mal ventilados e impede de ensolarar-se nos parques e nas praias, algo muito mais saudável. Nunca vi tanta imbecilidade, obrigam a usar ao ar livre máscaras de relativa eficácia, fazendo propaganda enganosa de que “quem usar não vai pegar”. Justificam-se em ambientes confinados.
O afastamento de dois metros e mãos limpas têm muito mais efeito anti-contágio. Confinamento só estoca o vírus para ser solto depois e prolongar o problema, enquanto os gestores arranjam tempo para explicar a falência, por peculato ou desvios, de recursos para a saúde.
As neuroses de crianças e adultos geradas pela prisão arbitrária, a agressividade desenvolvida pelo não fazer nada, feminicídios e suicídios, assassinatos de vizinhos, desfechos reais, não são quantificados pelos isolacionistas.
É fácil noticiar mortes e o valor do confinamento sentado no púlpito televisivo. Doloroso é o que ouvi de um ambulante: “doutor, é melhor morrer do tal vírus que de fome”! Ou de outro periférico mais abrangente: “este discurso de que a vida está em risco não surte efeito na periferia, onde a vida é um risco permanente.” O pior é que já foi demonstrado que o índice de infectados é aproximadamente o mesmo com ou sem o tal isolamento social.
Países que enfrentaram a pandemia sem histerismo, com relativa abertura, demonstram resultados positivos.
Dizem: mas a Suécia teve mais mortes que alguns outros promotores do confinamento radical. Talvez seja o preço a pagar. Não entendem esses idiotas da objetividade que a atitude sueca abrandou os outros efeitos maléficos colaterais, já citados, do isolamento absoluto. Continuam não entendendo que focar só na doença, destruindo a economia, causa muito maior prejuízo em vidas e qualidade de vida, pois economia saudável propicia vida, e o contrário mata mais que o vírus.
A destruição da economia por medidas sem contestação, com suas terríveis consequências, constitui verdadeiro crime contra a humanidade e atende a propósitos hegemônicos, auxiliada por “líderes” incapazes de enxegar objetivos bem claros. Não se salvam alguns com o sacrifício de todos. Se não intencional, o prejuízo pelo descuido contaminante deve ser cobrado da China.
Quem tenta enxergar um pouco o futuro, desespera-se. Estamos vendo claro autoritarismo e controle social por governos inspirados em hegemonia chinesa, que não sabe o que é democracia, transformando pessoas em robôs.
Direitos consagrados são constantemente violados, como o de ir e vir e o de escolha, que ficam subordinados à licença de qualquer guarda munido de uma autoridade que não pode ter, abordando pessoas, caçando-as nas praias ou até nadando no mar. Uma estupidez sem nenhum sentido, que mata a alegria, o exercício e o lazer.
O que estão fazendo sugere terrível cenário não longe de implantar-se e destruir todas as conquistas humanas de direito e liberdade desde a Revolução Francesa. O que certa e poderosa mídia faz é um ensaio aterrorizante para transformar pessoas em robôs, sem face, sem vontade, sem crítica, autômatos obedientes a decisões estatais, bem ao gosto dos inspiradores asiáticos.
Todos os heróis que morreram no passado para termos liberdade estão sendo ressepultados pelos novos sicofantas e suas medidas esdrúxulas e mortais.
Outro aspecto a considerar: É preciso ter cuidado com a higienização, porque todo extremo é maléfico. Se pega a moda de esterilizar todos os objetos tocados, de não apertar mãos, impedir o ar ambiente natural com filtros e o contato com outros por paredes plásticas (cuidado com os interesses comerciais), a longo prazo o sistema imunológico atrofia-se e abre portas para futuras novas pandemias por falta de anticorpos desenvolvidos.
Assim dizimaram-se populações indígenas ao chegaram na América os primeiros europeus que, assintomáticos, trouxeram o vírus da gripe comum. Uma criança que engatinha e leva a mão à boca está desenvolvendo imunidade. Querem roubar até nossa imunidade.
Pessoas hígidas no pleno uso de seus direitos são discriminadas pelo simples fato de terem setenta, oitenta, noventa anos. De novo, os idiotas da objetividade desconhecem não ser o número de anos, mas o estado biológico que torna a pessoa mais ou menos suscetível ao vírus.
O idoso tem direito a viver, divertir-se, fazer escolhas. Afirma com propriedade Rosário Pinto Correia, da Escola Lisboeta de Trabalho e Economia: “Os ´idosos com mais de 70 anos`, como são agora chamados, primeiro não se veem como idosos, segundo, não são idiotas, terceiro, em muito sabem mais do que os mais novos, quarto, querem gozar a vida como todos e, sobretudo, têm, como todos, o direito de escolher”.
Desde a época hipocrática, em que o Código de Ética Médica previa apenas transferir beneficência ao paciente, a duras penas, depois da segunda Guerra Mundial, surgiu em Nuremberg, após julgamento de criminosos nazistas e suas horrendas experiências em humanos, o conceito de autonomia do paciente.
Em 1978, foi promulgado o Relatório Belmont pelo Congresso Americano, lançando a tríade bioética baseada em beneficência (transferida pelo médico), autonomia (direito do paciente de aceitar ou não tratamento) e justiça (dever de a sociedade fornecer meios para tratar). Assim, autonomia é pensar, decidir, agir. Qualquer adulto tem de ser respeitado na sua autonomia, inclusive de correr risco em função de uma escolha. O que estão fazendo é retirar opções de pessoas lúcidas e coerentes, apenas porque têm mais de sessenta anos, por meio de medidas constrangedoras, anticonstitucionais.
É incrível alguns aderirem a atitudes intimidadoras tão duvidosas, chegam a raspar barbas pensando proteger-se do vírus. Se tivesse sentido, por coerência deveriam depilar o corpo inteiro e as mulheres também livrar-se das lindas e longas cabeleiras. Combinando com uso de inúteis máscaras nas ruas, sem expressão anímica, todos iguais, anódinos e anônimos, incapazes de reagir, tristeza no caminhar, tendem a virar robôs manobrados por controladores sociais. Chegam ao objetivo: anular todas as conquistas de liberdade humana, para melhor mandar.
Medicamentos e vacinas eficazes estão próximos a aparecer. Necessita-se repudiar e evitar as consequências do ditatorial controle social. As pessoas, aterrorizadas, estão próximas a serem anuladas arbitrariamente em vontades ou atitudes, se a sociedade não exibir o direito de reagir, se o ensaio de totalitarismo midiático e governamental prosperar.
Nota da ACI de Novo Hamburgo
Não à bandeira vermelha!
Precisamos reverter a bandeira vermelha decretada pelo Governador Eduardo Leite para a região de Novo Hamburgo nesta tarde.
São necessárias energia e demonstração, por parte dos administradores dos municípios da região, dos dados técnicos sobre as melhoras na implantação de atendimento à saúde, considerando que eles (e elas) são as representações competentes para recurso dessa decisão que entendemos demasiada.
O dinheiro do governo federal já chegou aos nossos municípios. São parcelas milionárias para combate à COVID-19, que precisam urgentemente tornar-se realidade para salvar vidas e assegurar tranquilidade à nossa população. Temos agora pouco menos de 48 horas de prazo administrativo para que os recursos dos municípios revertam esta situação insustentável para a maioria de nossas empresas e dos empregos que elas geram.
Também é um fato inegável que a nossa população precisa fazer a sua parte, fechando a porta para a COVID-19, se quisermos que nossos negócios sejam mantidos abertos, em nome de nossos empregos, da renda e dos impostos gerados, como defendemos em recente campanha pelo cuidado sanitário e comunitário. Mas, outrossim, faz-se urgente uma fiscalização enérgica sobre o cidadão que desobedece a preceitos hoje tão básicos, como o uso da máscara nas ruas, assim como urge uma fiscalização das autoridades municipais sobre a informalidade de festas e churrascos populares em calçadas, para reduzir nossa preocupação em poucos exemplos. Temos o histórico hábito de multar e fiscalizar negócios regulares mas é preciso, antes de tudo, multar e retirar de circulação os informais - que em todas as circunstâncias de fiscalização tem logrado criminoso sucesso.
Por fim, promessas precisam ser cumpridas. O anúncio da prefeitura de Novo Hamburgo, na última terça-feira, em evento onde estivemos presentes , de que teríamos 10 leitos de UTI instalados ainda nesta semana, e mais cinco brevemente, não foi concretizado. Este anúncio precisa converter-se em fato, para o bem do recurso geral de toda a região e do cidadão hamburguense. E o hospital de campanha, prometido em pronunciamento ao Jornal NH em 6 de abril, precisa tornar-se realidade ontem!
O momento pede urgência, pede objetividade e soluções de gestão pública. Pois as prefeitas e prefeitos que hoje administram as cidades de nossa região foram eleitos por nós exatamente para isto, para nos representarem e defenderem até as últimas instâncias, não podendo se dar ao luxo de eximirem-se desta responsabilidade.
A ACI alia-se, acompanha e auxilia desde há muito, e especialmente neste momento, com todos os recursos remetidos pelos municípios ao governo do estado, e vai trabalhar estreitamente pela reversão dessa bandeira extremada, pela continuidade da retomada de nossa economia e de nosso futuro!
ACI-NH/CB/EV
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