Às vésperas de mais uma etapa decisiva da disputa presidencial, Lula anuncia medidas populares, como mudanças nas regras do MEI, o chamado PIX MEI, o fim da escala 6x1 e transporte público gratuito. O pacote de “bondades populistas levanta questionamentos sobre o momento escolhido para as iniciativas e sobre o uso eleitoral de anúncios governamentais. Críticos do governo também cobram coerência das instituições: diante de medidas com potencial impacto eleitoral, o STF mantém silêncio público sobre eventuais questionamentos, enquanto opositores perguntam se a reação seria a mesma caso o protagonista fosse Jair Bolsonaro.
No campo da comunicação, pesquisas divulgadas por veículos como Poder360, Metrópoles e UOL passaram a integrar o centro da disputa narrativa sobre a eleição. A redução da distância entre Lula e Flávio Bolsonaro, quando apontada pelos levantamentos, alimenta o debate sobre a influência das pesquisas na opinião pública. O primeiro debate entre os candidatos na Band, previsto para domingo, promete aumentar a pressão sobre os institutos e os veículos de comunicação. A entrevista de Lula à Globo, na noite anterior, também virou alvo de críticas de opositores, que consideraram as perguntas pouco incisivas e a jornalista parecia assustada na frente de Lula.
No Congresso, a tramitação acelerada de propostas como a mudança na escala 6x1 e as decisões envolvendo o Estatuto da Maioridade Penal ampliam as críticas à articulação política do governo e de seus aliados, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Ao mesmo tempo, a campanha de Flávio Bolsonaro denuncia o que considera uma onda de notícias falsas contra o candidato. O cenário expõe uma disputa que vai além das propostas: envolve a credibilidade das pesquisas, a atuação das instituições, a cobertura jornalística e o uso político de medidas populares.
Nenhum comentário:
Postar um comentário