Alon FeuerwerkerA resistência a Bolsonaro está destreinada para o reset ideológico

Alon FeuerwerkerA resistência a Bolsonaro está destreinada para o reset ideológico


- O autor é da FSB Inteligência.

Problema da oposição não está no Congresso
Está na guerra entre narrativas ideológicas
‘Frente ampla democrática’ fracassou
Colapso ocorreu no 2º turno das eleições

"O colapso dessa narrativa se revelou quando fracassou em grande estilo a política petista de 'frente ampla democrática' no 2º turno presidencial, escreve Alon. Na foto, protesto contra o então candidato a presidente Jair Bolsonaro, em BrasíliaSérgio Lima/Poder360 - 29.set.2018

Todo início de governo forte (FHC 1995, Lula 2003, Bolsonaro 2019) apresenta dificuldades redobradas para a oposição. Governos novos e fortes no Brasil tendem a conseguir rapidamente maioria esmagadora no parlamento. Desde que saibam – e possam – usar os mecanismos tradicionais de cooptação. Aqui as maiorias não se consolidam na eleição, mas nos primeiros meses de atividade no Congresso. Governo que faz a leitura certa do jogo não tem problemas.
Ficar por aí falando mal da oposição de agora, por exemplo por vir sendo largamente derrotada na reforma da previdência, embute uma dose de oportunismo político. Não que oportunismos sejam proibidos na política, mas fica aqui o registro necessário. O andamento da previdência até que vem sendo razoável, graças também ao desejo do presidente da Câmara de mostrar alguma autonomia. E no Legislativo a oposição vem mostrando flexibilidade tática, com resultados.
O problema da oposição não está no parlamento, onde o chamado centrão oferece margem de manobra pontual ao antigovernismo. Está num terreno antes dominado pela esquerda e pela “social-democracia” à brasileira nos últimos pelo menos quarenta anos, se não mais. A luta ideológica, a guerra entre narrativas, a batalha das ideias, a disputa pela visão de futuro. Que necessariamente depende de como se vê o passado. Bolsonaro propõe um reset nisso aí.
Ao longo das últimas quatro décadas o debate político-ideológico estava organizado mais ou menos assim. O golpe de 1964 tinha sido ruim, por suprimir a democracia. As diretas já e Tancredo-Sarney, bem como a Constituinte, foram bons, por fazer retornar a democracia. Os militares não darem palpite na política era bom. Bons também eram os movimentos sociais e as organizações da chamada “sociedade civil”, por injetarem participação social no poder.
O colapso dessa narrativa se revelou finalmente e pôde ser medido em números quando fracassou em grande estilo a política petista de “frente ampla democrática” no segundo turno presidencial. Se não tivesse sido abandonada na reta final da campanha, provavelmente Jair Bolsonaro teria colocado não dez, mas uns vinte pontos de vantagem sobre Fernando Haddad. Era o que diziam as boas pesquisas quinze dias antes da decisão.
Esse colapso tem raízes objetivas, incluído aí o desaparecimento do que em tempos imemoriais se chamou “burguesia nacional”. Um segmento terminado de finalizar pela LavaJato. E subjetivas, incluído o pânico instalado nos mecanismos de reprodução social ideológica pela possibilidade de perenização do PT no poder. Bolsonaro sintetiza de um jeito algo primitivo, quando diz “ter salvo o Brasil do comunismo”. No fundo, o antibolsonarismo de salão concorda.
A recente artilharia verbal do presidente acabou por confirmar o viés lisérgico das análises que supuseram ele ter se enfraquecido com a vitória esmagadora da previdência na Câmara. Ultrapassada a primeira cancela das dúvidas sobre a principal medida econômica, Bolsonaro voltou-se para o objetivo principal: a instalação ou reinstalação da hegemonia operacional sobre o aparelho de Estado, e da hegemonia político-cultural. Que precisam sempre andar juntas.
A artilharia verbal do presidente abre caminho para o avanço da infantaria na máquina estatal e para o acirramento das batalhas na nova “rua”: as redes sociais. Enfrenta, claro, a resistência crescente de ex-parceiros institucionais e sociais que agora percebem não haver lugar para eles no assim chamado projeto. É uma resistência prevista. Mas o combustível bolsonarista também é bom: a rejeição absoluta ao passado recente.
Na ofensiva ideológica do bolsonarismo, esse passado produziu apenas estagnação e recessão econômicas, não reduziu significativamente a desigualdade, disseminou e entranhou a corrupção e colocou em risco a liberdade individual. A resistência, ao evocar a apenas a velha política da Nova República, e a Constituição de 1988, realimenta o discurso de que Bolsonaro é o “novo” que veio dar um jeito nas degraças produzidas pelo cada vez mais distante ancien regime.
Até porque a narrativa bolsonarista trata de alguns problemas reais. E enquanto seu discurso for recebido como simples enfileirar de bizarrices ele não enfrentará resistência digna do nome

Artigo, Renato Sant'Ana - País da piada pronta


     O humorista José Simão, se não inventou, ao menos tornou de uso corrente a expressão "país da piada pronta", sempre aludindo ao Brasil, claro.
     Acontece que nosso país é mesmo bem contraditório. Até aí, nada há de extraordinário: o ser humano é contraditório. Só que, às vezes, por aqui, há exagero na dosimetria da coisa.
     Alguém, que desconheço, já disse que, no Brasil, prostitutas gozam, traficantes são viciados em droga, organizações não governamentais (ONGs) são sustentadas por dinheiro público e....
     Agora vem a última: devotos de ideologias totalitárias apresentam-se como defensores da liberdade de imprensa.
     Querem ver? Em 30/07/2019, ocorreu um ato público pretensamente em favor do jornalismo, exaltando a liberdade, cujos organizadores e participantes são, notadamente, defensores de regimes em que... não há jornalismo livre.
     A chanchada aconteceu na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), para o fim de apoiar e desagravar o ativista do PSOL Glenn Greenwald, editor do site The Intercept.
     O que acontece é que a coisa está apertando para o lado desse Greenwald. Seu site vem divulgando material que ele mesmo apontou como produto de atos criminosos - invasões de celulares - casualmente de autoridades públicas que combatem a corrupção que se agigantou nos governos petistas.
     Para desconforto dessa turma, a Polícia Federal está investigando os   crimes. Queriam que ela fizesse o quê? E já prendeu quatro hackers. Um deles já falou mais do que gostaria Greenwald...
     E ainda tem aquele tal Pavão Misterioso. Lembram? Até agora, não identificado. Para desmascarar The Intercept, ele usou métodos iguais aos dos colaboradores de Greenwald.
     Como se vê, há um conjunto de circunstâncias que perturbam o sono de Greenwald e sua facção ideológica, obrigando o próprio e demais blogs sujos - inclusive aqueles que viviam de verbas públicas ao tempo dos governos petistas - a inventar "narrativas" para defender o pseudojornalismo praticado por The Interceppt. Aliás, o que mais fazem é tentar desqualificar quem está desmascarando a farsa.
     Claro, é um pessoalzinho bem afinado. A patuscada na ABI reuniu gente do PT, PSOL, PCdoB e assemelhados, gente que defende regimes como o de Cuba, Venezuela e Coreia do Norte, nos quais não há liberdade de imprensa! Muito coerentes...
     Mas não é novidade, que defensores de ditaduras abram o bico para falar de liberdade de imprensa.
     Piada? Não, não é piada. Não tem graça. É esperteza. Tentativa de iludir patetas. É uma farsa.

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail do autor: sentinela.rs@uol.com.br

Artigo, Fábio Jacques - O destino das empresas no tatame.


Dois lutadores se encaram sobre o tatame para travar a luta que vai decidir o futuro das empresas.
De um lado, Frederick Winslow Taylor e do outro George Elton Mayo. O primeiro, engenheiro. O segundo, psicólogo.
Ao vencedor caberá como prêmio o direito a delinear os caminhos a serem seguidos pelas empresas na busca da melhor performance. O vitorioso definirá o modelo de liderança que faça as pessoas darem o melhor de si pelo empreendimento conquistando em contrapartida o maior nível de satisfação pessoal.
Taylor, como engenheiro, inventor e atleta, um pragmático. Mayo, psicólogo e sociólogo um observador da natureza humana, de suas necessidades e aspirações pessoais.
Esta batalha foi travada entre o final do século dezenove e os primeiros anos do século vinte.
Quem venceu?
A resposta a esta questão depende do que se considere vitória.
Se olharmos para resultados para a empresa e ganhos para as pessoas, a vitória de Taylor foi arrasadora. Sob o aspecto de perenidade, Mayo foi o grande vencedor mesmo que os resultados conquistados tenham sido bem mais modestos.
Taylor, com seus estudos sobre tempos e movimentos e, principalmente, com o pagamento por tarefa, conseguiu elevar a produtividade dos transportadores de lingotes da Bethlehem Steel de 12,5 para 47,5 toneladas por dia. Um aumento de 280% tanto na quantidade transportada como nos ganhos dos operários.
Mayo em sua lendária Experiência de Hawthorne realizada em 1927 na Western Electric Company em Chicago, conseguiu, em função da atenção dada às pessoas, um aumento de 2.400 para 3.000 relés para telefone montados por semana por funcionária. Um aumento de 25% na produtividade.
Ainda que os resultados tenham sido incontestavelmente favoráveis a Taylor que venceu a disputa por nocaute, os caminhos adotados pelos modelos de gestão foram os de Mayo. A Teoria das Relações Humanas venceu a Administração Científica.
Vejo que as empresas se empenham incansavelmente em fazer com que as pessoas se sintam felizes e satisfeitas no seu trabalho, o que não deixa de ser louvável, mas muitas vezes esquecem que talvez não seja isto que as pessoas buscam junto a elas.
As pessoas vão à uma empresa como vão às compras. Elas não priorizam serem bem tratadas no supermercado e sim encontrar produtos que as tornem mais felizes e satisfeitas em suas casas. Se forem razoavelmente bem atendidas pelo açougueiro se sentirão satisfeitas porque seu objetivo não é o bom relacionamento com este vendedor e sim o churrasco do fim de semana com a família e os amigos.
As pessoas querem ser felizes consigo mesmas e com os seus e para isto se dispõem a sacrificar grande parte de seu tempo trabalhando em uma empresa que não é delas. O que no fundo lhes interessa é poder dar segurança,conforto, lazer ou educação a si mesmo, a seus companheiros, filhos ou outras pessoas de seu círculo de relacionamento e, como estas coisas custam dinheiro, a empresa se torna o meio para satisfazer estas necessidades e anseios através do salário.
Quanto mais dinheiro uma pessoa conseguir ganhar mais possibilidades terá de satisfazer suas aspirações fora da empresa.
Taylor abriu as portas para que as pessoas pudessem ganhar mais em função do seu próprio esforço e a produtividade deu um salto de mais de 200%.
Quando as pessoas trabalham para si mesmas, sua motivação vai às alturas.
Poderia citar diversos cases que vivenciei e que corroboram essa assertiva.
Em meu livro “Quando a empresa se torna azul – O Poder das Grandes Ideias” narro duas grandes experiências que demonstram que é possível dar saltos instantâneos na produtividade de um dia para outro simplesmente por permitir as pessoas fazerem por si.
E aproveito para indicar o documentário “Estou me guardando para quando o carnaval chegar” dirigido por Marcelo Gomes, no qual se pode ver pessoas trabalhando com extrema motivação, cantando de alegria sem perder um minuto sequer da manhã à noite em ambiente muito pouco confortável e sem qualquer supervisão.
Motivo desta altíssima motivação: trabalham para si mesmas e ganham pela sua produtividade. Transformaram-se em seus próprios empresários.
Marcelo Gomes, em entrevistas, externa sua preocupação com a saúde, o pouco lazer, o excesso de trabalho, a falta de garantias, de melhores condições ambientais e de benefícios destes trabalhadores. O que será deles no futuro? – pergunta.
Confesso que nunca ouvi uma consideração destas relativamente ao empreendedor. Alguém já se preocupou com a sua satisfação, motivação ou excesso de trabalho?
Deixo esta pergunta como tema para meditação.
Quem quiser assistir ao trailer do documentário pode acessar o site:
https://www.youtube.com/watch?v=ms84S1JTAYg

O autor é diretor da FJacques - Gestão através de Ideias Atratoras, empresa coirmã da Selcon Consultores Associados – MS Francisco Lumertz (Professor Chicão), Porto Alegre, e autor do livro “Quando a empresa se torna Azul – O poder das grandes Ideias”.
www.fjacques.com.br -  fabio@fjacques.com.br


Artigo, Celso Ming, Folha - A revolução digital e as ameaças aos bancos


Os Planos de Demissão Voluntária (PDV) dos grandes bancos são exemplos de uma revolução em marcha sobre o setor

Na última terça-feira, o Itaú Unibanco anunciou Plano de Demissão Voluntária(PDV) para alcançar 6,9 mil funcionários dos 98,4 mil do seu quadro atual, que já vinha sendo reduzido. O Banco do Brasil, também em fase de reorganização, prevê a saída de 2 mil de seus 96,6 mil funcionários. A Caixa Econômica Federal, por sua vez, com 96 mil contratados, anunciou em maio um PDV para 3,5 mil, operação agora temporariamente suspensa para atender à movimentação dos saques de R$ 28 bilhões no Fundo de Garantia, que ela administra.

São três exemplos quentes do mesmo fenômeno que começou há anos e se intensifica agora. Os dirigentes do setor admitem que há uma revolução em marcha e não escondem sua preocupação com as ameaças a seu negócio.

Mais visível é a grande transformação pela qual os bancos estão passando, graças ao cada vez maior emprego de aplicativos. Esse mesmo fenômeno também vem dispensando agências bancárias. Pagamentos, transferências, depósitos, aplicações financeiras e tanta coisa mais podem agora ser feitos pela internet, por celulares e outros recursos digitais.

Acabaram-se as intermináveis filas diante dos caixas das agências que aconteciam no passado – em parte porque a inflação mergulhou e porque deixou de ser preciso proteger as reservas domésticas. Os gerentes passam a operar mais como consultores em investimentos e em operações de crédito do que no atendimento bancário convencional.

No passado, o funcionamento das agências bancárias exigia a posse de cartas patentes emitidas pelo Banco Central, que eram então arduamente disputadas pelas instituições financeiras. A localização das principais agências poderia ser condição definidora da compra de um banco por outro. Hoje, esse fator vem perdendo importância. 

Os levantamentos do Banco Central mostram que, em dezembro de 2013, a rede bancária brasileira possuía 22,9 mil agências. Em abril deste ano, eram 20,7 mil. Ou seja, em pouco mais de seis anos, 2,2 mil agências bancárias, ou 8,8% do total, fecharam suas portas (veja gráfico).

Como os computadores e os próprios clientes (por meio dos aplicativos) assumiram grande número de tarefas antes executadas por funcionários dos bancos, a outrora poderosa categoria dos bancários também passa por relativamente rápido processo de esvaziamento. Agora, uma greve dos bancários funciona mais como oportunidade para que os bancos testem sua máquina com os funcionários de braços cruzados do que para garantir maiores salários e aumento de vantagens para a categoria.

Essa megaoperação de enxugamento vem contribuindo para forte redução de custos. Mas não livra os bancos de novas ameaças. Uma delas provém da grande agilidade das fintechs, essas startups, cada vez mais numerosas – e algumas já não mais tão nanicas – que passaram a atuar no mercado financeiro em que vêm mordendo fatias do mercado dos bancos.

No entanto, a mais importante ameaça provém das novas moedas digitais. E aí conta menos a ação da geração dos bitcoins e mais a das megamoedas em elaboração. O Facebook, por exemplo, em sociedade com outras 26 big techs (como Visa, Mastercard, Paypal, Spotify e Uber), anunciou para o ano que vem a criação da libra. Escorada em reservas de moedas conversíveis, ouro e títulos, a libra servirá como instrumento global de pagamentos e de transferências de recursos, pequenos e gigantescos e, em princípio, também no crédito, a uma fração das tarifas hoje cobradas pela rede bancária. Mais do que isso, não só atuará por fora, como deverá ser fator que dispensará o uso dos bancos por parcelas crescentes da população.

Os bancos centrais e autoridades monetárias estão preocupados com o potencial disruptivo dessas novidades e gostariam de intervir, mas ainda não sabem de que forma. Como já entenderam que não podem proibi-las, porque seu bloqueio abriria espaço para iniciativas do mesmo tipo na China, na Rússia e em outros países asiáticos, parecem agora mais propensos a criar seus próprios sistemas monetários digitais.

Ou seja, o admirável mundo novo preconizado pelo escritor inglês Aldous Huxley não se limita à escalada do autoritarismo com métodos modernos, mas se transpõe agora à revolução digital, cujas consequências estão longe de serem vislumbradas.

Artigo, Hélio Beltrão


Agimos no mundo virtual como se deixássemos a chave de casa sob o capacho

Nos anos 1980, os hackers invadiam as secretárias eletrônicas alheias teclando rapidamente os seguintes algarismos em sucessão: 12345678987654321357924686429731474193366994488552277539596372582838491817161511026203040506070809001. Essa é a menor sequência de algarismos que percorre todas as combinações de dois dígitos que compunham a senha das secretárias eletrônicas.

Quem poderia imaginar que a antiquada caixa postal do celular nos exporia a todos em 2019?

Outro truque barato foi demonstrado durante a conferência hacker DEF COM, em 2018, em Las Vegas, para violar o PayPal, e foi usado pelohacker tupiniquim para violar centenas de contas do Telegram.

A receita é a seguinte: 1) obter o número de celular da vítima; 2)instalar o Telegram (ou outra rede social) utilizando como login o número da vítima; 3) ao indicar que esqueceu a senha, solicitar sua redefinição por meio de chamada de voz gravada (em vez de SMS); 4) ato contínuo, inundar o telefone da vítima com chamadas para ocupar a linha e assim direcionar a gravação de voz com a senha provisória para a caixa postal. A partir daí, basta entrar na caixa postal da vítima e capturar a senha. Voilà!

Se no mundo real protegemos bens e dinheiro com cadeados e chaves e zelando por nossas carteiras, na internet a obtenção fraudulenta de senhas abre as portas para nossos segredos e intimidades, e, no caso de cartões de crédito e senha de banco, para nosso patrimônio.

Serviços gratuitos como Facebook e Gmail se monetizam por meio de anúncios individualizados baseados nos dados de comportamento dos usuários. Quanto mais dados coletados e processados, melhor se preveem as intenções de consumo.

Essa coleta e tratamento maciço de dados assusta muita gente. A tese de Shoshana Zuboff em seu recente livro "The Age of Surveillance Capitalism" é que nossos comportamentos são coletados e vendidos aos "capitalistas vigilantes", principalmente Facebook e Google, que, por sua vez, nos subjugam. 

Argumento similar é abordado em "The Great Hack", documentário alarmista de esquerda no qual o usuário de rede social é descrito como manejável, com comportamento manipulado por propaganda microcustomizada à sua personalidade. Isso explicaria as vitórias de Trump, Bolsonaro e o brexit. Bobagem.

Não considero que a microcustomização seja a vilã das eleições. Propaganda, fake news, malícia e carisma existem há séculos, e uma regulamentação não os fará desaparecer. Sim, a propaganda funciona, mas só perdura se vinculada a um bom produto. Em vez de criticar a propaganda, os adversários deveriam trabalhar em um produto superior. 

A microcustomização pode gerar alguns anúncios indesejados, mas em geral atende uma necessidade real. Os usuários parecem acreditar que a troca de seus dados pelo uso gratuito da rede social compensa. Aquele que discordar pode usar outra rede social. É uma decisão difícil, mas é toda do usuário.

Acima de tudo, costumamos ser desleixados, agindo no mundo virtual como se mantivéssemos as janelas do banheiro escancaradas para o vizinho ou deixássemos a chave de casa embaixo do capacho. É fundamental, portanto, traçar o limite de sua vida privada e defender seus tesouros. 

Chama a atenção no recente episódio do hackeamento o descuido de pessoas do alto escalão do poder púbico com sua segurança digital. Esquecem-se de lições básicas como fazer as atualizações, não usar wi-fi de terceiros ou públicos, habilitar a autenticação de dois fatores, criptografar seus backups e procurar usar soluções criptografadas.

Não basta mais desabilitar a caixa postal.

Helio Beltrão
Engenheiro com especialização em finanças e MBA na universidade Columbia, é presidente do instituto Mises Brasil.

Resposta de Da Camino


LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO

Solicitação formulada mediante o DOC nº 2329-0200/19-4.

Respostas com numeração correspondente ao item das informações solicitadas.

1) Assim como em relação aos demais homenageados (Adriana Irion, André Machado, Carlos Etchichury, Daniel Scola, Elmar Bones, Felipe Vieira, Fernando Albrecht, Graciliano Rocha, Juremir Machado da Silva, Marcelo Rech, Paulo Sérgio Pinto, Rosane de Oliveira, Taline Oppitz e Telmo Flor) aquele constante do Artigo 2º do Provimento MPCRS nº 20/20191.

2) (1ª parte) As informações solicitadas não estão dentre aquelas colhidas/acumuladas/custodiadas pelo Órgão, tampouco se referem àquelas por ele mesmo produzidas, não estando abrangidas pela Lei de Acesso à Informação (Art. 11, §1º, III, da LAI2).

(2ª parte) Nenhuma. 

3) A Comenda Guilhermino Cesar se destina a pessoas físicas.

4) As informações solicitadas não estão dentre aquelas colhidas/acumuladas/custodiadas pelo Órgão, tampouco se referem àquelas por ele mesmo produzidas, não estando abrangidas pela Lei de Acesso à Informação (Art. 11, §1º, III, da LAI2).

5) As informações solicitadas não estão dentre aquelas colhidas/acumuladas/custodiadas pelo Órgão, tampouco se referem àquelas por ele mesmo produzidas, não estando abrangidas pela Lei de Acesso à Informação (Art. 11, §1º, III, da LAI2).

6) A outorga da Comenda Guilhermino Cesar foi instituída pelo Provimento MPCRS nº 20/2019, com base no Regimento Interno do MPCRS.

                                            
 1 Art 2º A Comenda Gulhermino Cesar – MPCRS pela Liberdade de Expressão destina-se a homenagear representantes da imprensa, da sociedade civil e agentes públicos que tenham destacada atuação em relação ao Controle da Administração Pública. 2 Art. 11. O órgão ou entidade pública deverá autorizar ou conceder o acesso imediato à informação disponível.  § 1º Não sendo possível conceder o acesso imediato, na forma disposta no caput, o órgão ou entidade que receber o pedido deverá, em prazo não superior a 20 (vinte) dias:  I - comunicar a data, local e modo para se realizar a consulta, efetuar a reprodução ou obter a certidão;  II - indicar as razões de fato ou de direito da recusa, total ou parcial, do acesso pretendido; ou  III - comunicar que não possui a informação, indicar, se for do seu conhecimento, o órgão ou a entidade que a detém, ou, ainda, remeter o requerimento a esse órgão ou entidade, cientificando o interessado da remessa de seu pedido de informação. 



7) A Comenda foi confeccionada ao custo de R$ 140,00 a unidade, mediante cotação de preço e pagamento efetuados pelo TCE/RS.

Não houve contratação de serviços para a realização da cerimônia.

8) Acompanha as respostas o teor do Provimento MPCRS nº 20/2019.

9) Todos os Conselheiros e Conselheiros-Substitutos foram convidados. 

10)  Não há evento programado.

11)  Respostas idênticas às anteriores.

12)  Não os houve.

Eduardo Leite entregou, hoje, projeto do Plano Plurianual, PPA, 2020-2023


O governador Eduardo Leite entregou ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luís Augusto Lara (PTB), nesta quinta-feira, o projeto do Plano Plurianual (PPA) 2020- 2023 (PL 339 2019). O PPA é o instrumento legal que define diretrizes, objetivos e metas governamentais para um período de quatro anos. O documento, intitulado Novas Façanhas, é regionalizado e está organizado por meio de programas, ações e iniciativas, reunidos por temática de atuação.

O presidente da Assembleia Legislativa, ao receber o Plano Plurianual, destacou que o nível elevado de diálogo com o Executivo estadual. “A Assembleia não é uma mera carimbadora das propostas de governo e tem como objetivo manter esse nível elevado de diálogo”, afirmou. Lara disse que, na atual gestão, os dois poderes estão “andando juntos” em prol da sociedade e ainda destacou as ações de “destravamento” realizadas pelo governo Leite, com a participação do Legislativo. O presidente da Assembleia recebeu o apoio do governador Leite ao Cresce/RS. Sobre o PPA, Lara disse que considera o documento uma Carta de Navegação apresentada pelo Executivo. “No PPA estão as intenções e os programas governamentais", certificou.

O governador explicou que o documento foi elaborado por todas as secretarias e vinculadas, tendo como horizonte temporal os próximos quatro anos, sendo sua construção realizada pela Rede de Planejamento e Orçamento. Ele destacou ainda a intensa construção coletiva para inovar no processo de planejamento. “O Plano Plurianual busca construir as relações com o mapa estratégico e os grandes propósitos de valor que se pretende entregar à sociedade gaúcha". definiu.  Conforme o chefe do Executivo, a população gaúcha  escolheu, em uma consulta pública, quatro entre doze temas prioritários. Os mais votados foram segurança, educação, saúde e infraestrutura. Leite destacou também que as demandas da população foram organizadas em quatro eixos – desenvolvimento empreendedor, sociedade com qualidade de vida, governança e gestão e, por fim, estado sustentável. “Representa uma ferramenta de gestão importante para os próximos quatro anos do Estado do Rio Grande do Sul”, avaliou Leite.

Presenças
Os deputados Airton Lima (PL) e Dalciso Oliveira (PSB) presenciaram a entrega. O governador estava acompanhado pelos secretários de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos; da Fazenda, Marco Aurélio Cardoso; do chefe da Casa Civil, Otomar Vivian; da Governança e Gestão Estratégica, Claudio Gastal; da Comunicação, Tânia Moreira; do chefe de Gabinete do Governador, Paulo Morales, e de assessores da Secretaria do Planejamento e Fazenda.

Prazos
A Assembleia Legislativa tem até o dia 1º de outubro para encaminhar o PPA para sanção governamental. O PPA passa pela Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle, onde pode receber emendas. Após vai para análise e do Plenário.

PPA
O Plano Plurianual 2020-2023 é composto por programas temáticos transversais para atingir os objetivos estratégicos do governo. Compõem sua estrutura fundamental 12 Programas Temáticos, 68 Ações Programáticas, 413 Iniciativas e 1.051 Produtos. Para tanto, o Executivo projeta um dispêndio de R$ 143,7 bilhões em quatro anos. 

Também integram o PPA 2020-2023 os programas temáticos, de gestão, manutenção e serviços e de encargos sociais dos outros Poderes. São programas temáticos do Poder Legislativo: Ação Legislativa e Controle Externo sobre a Gestão do Estado e dos Municípios do Rio Grande do Sul; do Poder Judiciário: Justiça Estadual; do Ministério Público, Defesa da Ordem Jurídica, do Regime Democrático e dos Interesses Sociais e Individuais Indisponíveis e da Defensoria Pública: Garantia dos Direitos Humanos e do Acesso à Justiça.

O PPA, seguindo determinações constitucionais e legais, é composto pela Mensagem do Governador: Apresentação, Diretrizes Estratégicas (Processo de elaboração do Plano e Eixos e Objetivos Estratégicos do Governo), Cenário Econômico (panorama da economia gaúcha, quadro geral das finanças públicas do Estado, cenário fiscal para o Plano), discussão sobre novos desafios para o estado (dinâmica demográfica, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e inovação); pelo Projeto de Lei que encaminha os programas, as ações programáticas e as iniciativas; pelos Programas, Ações Programáticas e Iniciativas, por correspondência com o eixo estratégico e Poder; Resumo de despesas por fonte; Prioridades e Metas da Administração Pública para 2020 e o Caderno de Regionalização (em volume exclusivo).