Schüler alerta para risco de judicialização no 2º turno

O cientista político Fernando Schüler afirmou que a principal preocupação na reta final da eleição presidencial é o avanço da judicialização e a redução dos confrontos públicos entre os candidatos. Em participação no Canal Livre, da Band, o analista criticou a preferência das campanhas por eventos controlados e entrevistas com menor possibilidade de confronto, em vez de debates abertos, nos quais o eleitor pode comparar diretamente propostas e argumentos.

Para Schüler, a estratégia eleitoral também estaria excessivamente concentrada na exploração da rejeição aos adversários. Em um ambiente de forte polarização, marqueteiros tendem a priorizar ataques pessoais e acusações, deixando em segundo plano discussões sobre temas que afetam diretamente a população, como economia e segurança pública. Na avaliação do cientista político, a ausência de debates programáticos empobrece a escolha do eleitor justamente no momento mais decisivo da disputa.

O maior alerta, porém, está no risco de levar a disputa eleitoral para os tribunais. Schüler citou uma ação de 120 páginas apresentada pela campanha petista ao ministro Flávio Dino sobre suposta interferência externa na eleição e afirmou temer que decisões sobre o resultado das urnas acabem sendo transferidas para o Judiciário. Para o analista, transformar a Justiça em árbitra do resultado eleitoral representa um risco institucional e pode aprofundar ainda mais a tensão política no país.

Por que o TSE interrompeu por mais de uma vez a contagem de votos para presidente da república

 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que o atraso de cerca de uma hora na atualização do painel geral de resultados do primeiro turno das Eleições de 2026 ocorreu devido a um congestionamento no fluxo de dados da Corte.

De acordo com o pronunciamento do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, os principais motivos e detalhes sobre a interrupção foram:

• Fluxo acima do normal: A equipe de tecnologia da informação constatou um volume de informações superior ao esperado, o que gerou lentidão especificamente no painel nacional de resultados para presidente da República (que ficou travado em torno de 64% e depois saltou para 84%).

• Acionamento de protocolo de segurança: Para escoar o grande volume de dados acumulado e garantir a integridade do sistema, a equipe técnica precisou isolar temporariamente outros sistemas integrados, limpando o fluxo de dados para então restabelecer as conexões por completo.

• Apenas no painel de exibição (delay): O tribunal ressaltou que a contagem e a totalização interna dos votos não foram interrompidas ou afetadas em nenhum momento. O problema se restringiu apenas ao espelho do site (painel público de divulgação).

• Dados estaduais continuaram: Enquanto a apuração para o cargo de presidente sofreu essa retenção na atualização, os dados das apurações estaduais para governadores, senadores e deputados continuaram sendo atualizados consecutivamente nos estados.

O TSE reiterou que intercorrências técnicas são esperadas em estruturas complexas, garantindo que o ocorrido não comprometeu a segurança e a confiabilidade do resultado apurado.

Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - Brasil das conjecturas

Marcus Vinicius Gravina 

OAB-RS 4.949


Tivemos um presidente da República eleito, que foi impedido de tomar posse por  causas naturais.

Uma enfermidade repentina o levou à morte.

Assumiu o seu vice-presidente, José Sarney, pacificamente, o  governo.

O sonho do vice do Lula, Geraldo Alckimin talvez deseje que aconteça o mesmo e não será  surpresa a causa: cirrose hepática, aguda e fatal.

Quem estará na mira do golpe, desta vez, será o Lula, por rebelião interna do seu partido, o  PT ou pelo Centrão fingido de aliado.

Para que isso aconteça o Lula precisar ganhar a eleição neste mês de outubro de 2026.

Os urubus do Centrão contam com isto, prontos para negociar a aposentadoria trilhonaria do Lula.

Ele está velho e não será difícil convencê-lo a ceder o posto de presidente em troca de um paraíso em que poderá andar de  mãos dadas com a primeira dama, sem serem importunados. E, fodam-se os jumentos do partido.

Não terá sido só  o Lula o bafejado pela "sorte lotérica" formadora da sua imaginária fortuna. Os anões do orçamento ensinaram o caminho.

Agora, as emendas partidárias e parlamentares arregalam os olhos dos políticos inescrupulosos para o enriquecimento indevido ou criminoso. 

Deixaram de ganhar na loteria.

A coisa mudou de tal maneira que o "capo de Tutti capi" resolveu extinguir as chamadas Bets, casas de apostas online. 

Quanto aos urubus de plantão do Centrão, não acredito que irão utilizar os mesmos métodos conhecidos do PT, de suspeitas de eliminar o prefeito Celso Daniel do mesmo partido, e o atentado de uma facada no Jair Bolsonaro, por um cicaro de nome Adélio Bispo, relacionado a muitos politicos do PT, com quem apareceu em fotos da imprensa da época brasileira e do exterior.

A ideia ou sugestão que se der ao Lula  para  entregar a presidência ao Alckimin terá o apoio integral da Primeira Dama. 

Ela, certamente, escolherá um pais de primeiro mundo, onde poderá andar pelas ruas e cafés renomados sem  ser importunada  e assistir os desfiles de modas dos melhores estilistas do mundo, sem ter que se deslocar a Paris em um Uber da FAB em suas viagens

Para que isto aconteça, como cortina de fumaça, o Lula simulará uma hospitalização para construir a narrativa de que não poderá continuar, em razão da saúde comprometida atestada por médico insuspeito.

Diferente do presidente Jânio Quadros, que justificou a sua renúncia por estar sofrendo forças ocultas e poderosas que o impediram de governar.

Talvez, sejam as mesmas forças que estão dando sustentação a um presidente que foi preso por decisões de três instâncias judiciais e solto por injunções políticas de alguns feiticeiros do STF.

Caxias, 3.10.2026

Confira os candidatos eleitos no RS nas eleições de 2026

 As eleições de 2026 definiram a nova composição política do Rio Grande do Sul. Luciano Zucco (PL) foi eleito governador no primeiro turno, enquanto Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (NOVO) conquistaram as duas vagas ao Senado em disputa no Estado.

Na Câmara dos Deputados, o Rio Grande do Sul elegeu 31 representantes, enquanto a Assembleia Legislativa terá 55 novos deputados estaduais para a próxima legislatura. A votação para os cargos proporcionais segue o sistema de distribuição de cadeiras entre partidos e federações.

São 31 estreantes nas respectivas Casas: 9 dos 31 deputados federais e 22 dos 55 deputados estaduais nunca haviam ocupado cadeira na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa, respectivamente. 

Confira aqui a lista completa dos eleitos:

Deputados federais eleitos pelo RS

PL: Maurício Marcon, Giovani Cherini, Osmar Terra, Marcelo Moraes, Diogo Siqueira, Jessé Sangalli, Perondi e Bibo Nunes.

PT: Maria do Rosário, Bohn Gass, Denise Pessôa, Marcon e Valdeci Oliveira.

PP: Afonso Hamm, Any Ortiz, Pedro Westphalen e Covatti Filho.

MDB: Alceu Moreira, Juvir Costella e Vilmar Zanchin.

PODE: Rony Gabriel e Sergio Zambiasi.

REPUBLICANOS: Gustavo Victorino e Carlos Gomes.

PSOL: Fernanda Melchionna.

PCdoB: Daiana Santos.

PSD: Danrlei e Lucas Redecker.

NOVO: Felipe Camozzato.

PDT: Pompeo de Mattos.

UNIÃO: Busato.

A nova bancada gaúcha na Câmara dos Deputados terá mandato de quatro anos, com posse prevista para fevereiro de 2027.

Deputados estaduais eleitos

PL: Cláudio Branchieri, Adri Cherini, Comandante Nádia, Paparico Bacchi, Scalco, Kelly Moraes, Daiane Mello, Cláudio Tatsch, Vanice de Matos, Junior Fox, Adriana Lara e Ali Klemt.

PT: Leonel Radde, Pepe Vargas, Adão Pretto, Halley, Natasha, Jeferson Fernandes, Sofia Cavedon, Zé Nunes e Miguel Rossetto.

PP: Joel Wilhelm, Guilherme Pasin, Luís Fernando Pires, Marcus Vinicius, Ronize Damassini, Salmo e Nicole Weber Covatti.

MDB: Roberto Lucchese, Luciano Silveira, Beto Fantinel, Rafael Braga e Edivilson Brum.

PSD: Delegada Nadine, Delegada Ana Tarouco, Gio Krug, Dimas Costa e Marcelo Arruda.

REPUBLICANOS: Delegado Zucco, Sergio Peres, Capitão Martim e Elizandro Sabino.

PDT: Eduardo Loureiro, Diego Picucha, Tiago Cadó e Gilmar Sossella.

PSOL: Luciana Genro, Matheus Gomes e Karen Santos.

PODE: Ronaldo Santini e Bruna Molz.

UNIÃO: Dirceu Franciscon.

NOVO: Ramiro Rosário.

PCdoB: Humberto Matos.

PSDB: Moisés Barboza.

Artigo, especial, Marcus Gravina - Brasil das conjecturas

Marcus Vinicius Gravina
OAB-RS 4.949

Tivemos um presidente da República eleito, que foi impedido de tomar posse por  causas naturais.

Uma enfermidade repentina o levou à morte.

Assumiu o seu vice-presidente, José Sarney, pacificamente, o  governo.

O sonho do vice do Lula, Geraldo Alckimin talvez deseje que aconteça o mesmo e não será  surpresa a causa: cirrose epática, aguda e fatal.

Quem estará na mira do golpe, desta vez, será o Lula, por rebelião interna do seu partido, o  PT ou pelo Centrão fingido de aliado.

Para que isso aconteça o Lula precisar ganhar a eleição neste mês de outubro de 2026.

Os urubus do Centrão contam com isto, prontos para negociar a aposentadoria trilhonaria do Lula.

Ele está velho e não será difíci…

Este artigo é em comemoração a data deste domingo.  Eleições..

Análise, Carlos Eduardo Borenstein - Zucco arranca para vitória em 1º turno no RS

Carlos Eduardo Bellini Borenstein
Cientista Político

E-mail - carloseduardo@arkoadvice.com.br

O Rio Grande do Sul caminha para uma nova surpresa eleitoral na disputa ao Palácio Piratini. Luciano Zucco (PL) teve um expressivo crescimento na pesquisa Quaest, divulgada neste sábado (3), ganhando dez pontos percentuais em relação ao dia 23 de setembro, e chegando aos 39% das intenções de voto. Considerando os votos válidos, Zucco contabiliza 52%, abrindo espaço para uma vitória já no primeiro turno. 

Juliana Brizola (PDT) oscilou positivamente de dois pontos – 23% para 25% das intenções de voto. Gabriel Souza (MDB), por sua vez, variou negativamente um ponto, ficando com 9% das intenções de voto. Juliana registra 35% dos votos válidos. Gabriel aparece com 12%.

Em um eventual segundo turno, Zucco venceria Juliana por 46% a 35%, ou seja, uma vantagem de 11 pontos. Na pesquisa realizada em 23 de setembro, a distância de Zucco para Juliana era de seis pontos (40% a 34%). Ou seja, mesmo que tenhamos dois pontos, Zucco entrará na disputa como grande favorito.

Ao que tudo indica, o robusto crescimento de Zucco veio de eleitores que declaravam voto em branco ou nulo. Esse contingente baixou de oito pontos (25% para 17%) em relação ao dia 23 de setembro. Nesse mesmo período, Zucco cresceu dez pontos.

A arrancada de Zucco para a vitória em primeiro turno também deve trazer como consequência a eleição de Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL) ao Senado. De acordo com a Quaest, Sanderson aparece com 15% das intenções de voto. Marcel Van Hattem (Novo) atinge 14%. Manuela D’Ávila (PSOL) soma 13%. Paulo Pimenta (PT) aparece com 12%.

Comparado a pesquisa Quaest de 23 de setembro, Sanderson cresceu cinco pontos (10% para 15%). Van Hattem avançou quatro pontos (10% para 14%). Manuela teve variação negativa de um ponto (14% para 13%). Pimenta oscilou positivamente dois pontos (10% para 12%).


Saiba como é a votação de hoje

 Desde as 8h e até as 17h, 158,7 milhões de eleitores brasileiros estão aptos a comparecer as urnas para eleger presidente, governadores, 2 senadores por Estado, deputados federais e deputados estaduais.

A ordem de votação é a que consta da colinha ao lado. Comosão muitos votos, recomenda-se que o eleitor leve colinha para a cabine de votação.

Se houver segundo turno para escolha de presidente e governadores, será no dia 25 de outubro..

O uso de telefone celular na cabine continua proibido.

Perfil do eleitorado

As eleições de 2026 reúnem o maior eleitorado da história brasileira. Do total de eleitores aptos, 141.321.493 já têm biometria cadastrada, o equivalente a 89,01% do eleitorado, segundo a Justiça Eleitoral.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, há 605,8 mil eleitores de 16 anos e pouco mais de 1 milhão de eleitores com 17 anos – faixas etárias para as quais o voto é facultativo.

Candidatos

A disputa também é marcada pelo grande número de candidatos. A Justiça Eleitoral registra cerca de 21 mil pedidos de candidatura. Mais da metade está concentrada nas eleições para as assembleias legislativas e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

São cerca de 11,3 mil candidatos a deputado estadual e 433 a deputado distrital, totalizando cerca de 11,7 mil concorrentes nesses cargos.

Para a Câmara dos Deputados, foram registrados 7.803 candidatos.