Artigo, Eduardo Trindade - A desordem é geral na gestão de saúde do governo Eduardo Leite

O autor é médico e vice-presidente do Cremers.
O artigo é do jornal Zero Hora.

O título original é "Saúde: agenda estratégica para o próximo governo gaúcho.

O próximo governo do Rio Grande do Sul terá na saúde um de seus maiores desafios. Mais do que ampliar recursos, será necessário enfrentar um problema estrutural: a falta de integração entre serviços, planejamento e gestão orientada por resultados.

São mais de 610 mil solicitações de consultas especializadas pelo SUS, concentradas sobretudo na Região Metropolitana de Porto Alegre. Mais de 234 mil envolvem idosos. Reduzir filas exige regulação integrada, metas públicas e fortalecimento das referências regionais.

A superlotação das emergências reflete a desarticulação da rede.

CLIQUE AQUI para saber mais.

Mais do que a vantagem insofismável diante de um Lula senil, apoplético, perdido no picadeiro, cuspindo o debate todo, demagogo e fatigado, a marca da vitória de Flávio Bolsonaro no debate de ontem da Globo foi seu eufórico abraço na mulher Fernanda, ao final da rinha.

Flávio Bolsonaro dominou a cena com sua compreensão correta do cenário atual brasileiro e da sua visão de futuro.

Lula repetiu o rancoroso discurso do atraso.

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O debate de ontem a noite na Globo, somado à vitória do 1o turno, as vantagens obtidas em 14 das 15 últimas pesquisas pulicadas e as apostas da Polumarkt, garantem vitória de Flávio Bolsonaro neste domingo.

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Vamos por parte

A vitória no 1o turno

Desmentindo praticamente todas previsões das pesquisas, todas dando vitória a Lula, Flávio venceu o 1o turno

Nestas eleições de 2026, Flávio teve 56,1 milhões de votos (47,03%), e Lula, 53,8 milhões (45,16%).

A vitória de Flávio no debate

Após o debate da última sexta-feira (23) na Rede Globo, o CEO do instituto Quaest, cientista político Felipe Nunes, apresentou na GloboNews o resultado do monitoramento de grupos das pesquisas qualitativas – as chamadas qualis – realizadas durante o evento. Essas pesquisas são de grande validade para perceber em profundidade como os eleitores, sobretudo os independentes, reagiram aos estímulos do debate.

6 x t,2

As pesquisas


Vitórias em 15 das 14 últimas pesquisas.

Esta manhã, uma das últimas, a do Instituto França disponibilizou, neste sábado, sua última pesquisa de intenções de votos para presidente, mosrando que Flávio tem 51,4% e Lula 48,6% dos votos válidos.

As apostas

A plataforma de mercados de previsão Polymarket indicava, às 13h24 deste sábado (24), a menos de 24 horas antes da abertura do pleito das eleições no Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 83% de chance de vitória na eleição presidencial brasileira. 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia com 18% de probabilidade. 

O mercado, intitulado "Brazil Presidential Election", registrava US$ 194.869.686 em volume de negociações.

E agora

Durante a campanha, o temor de interferências do STF, TSE ou PGR. Patos mancos. Ode a Vorcaro. Ele e Trump garantiram disputa bastante limpa, mas não justa, porque só seria justa se o principal líder da Oposição não estivesse preso incomunicável.

Na undécima hora do processo eleitoral, ontem, sexta-feira, o abominável ministro Alexandre de Moraes, STF, tentou interferir em favor da candidatura de Lula da Silva, mas foi impedido por decisão da cúpula da PGR.

A informação é do jornalista Claudio Dantas, que dá detalhes (CLIQUE AQUI para ler).

Alexandre de Moraes está no topo da lista dos ministros do STF que dificilmente escaparão de sanções pesadas pelos papéis malévolos que desempenham em favor do lulopetismo e de demonização da Oposição.

O caso de quinta-feira tem a ver com a decisão de Moraes de prejudicar Flávio Bolsonaro a três dias do pleito, ordenando a PF realizar uma mega-operação para cumprir 28 mandados de busca e apreensão, inclusive contra o senador, tudo no caso da ordem de  bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do senador.

O Day After

Não se enganem. Esta eleição é atípica, sob regime discricionário, e a vitória da Oposição obrigará a uma refunda;ção da república, começando pela libertação de Jair Bolsonaro e anistia de todos os perseguidos, ou seja, dos presos e exilados políticos, 

MAS TAMBÉM do restabelecimkento do eswtado democrático de direito, da ordem legal, ou seja, do restbelecimento dos valores sociais e culturais que são a base da nossa civilização ocidental - além, é claro, da boa gestão pública.

 

O Datafolha de sábado dava 42% de válidos ao senador; a urna deu 47,03% (Veja). A inferência: erro sistemático em uma só direção é a assinatura clássica do voto envergonhado, do eleitor que não declara a preferência ao entrevistador e muito menos a publica com nome e foto em uma rede onde 78% das vozes vão chamá-lo de miliciano. Há outras explicações possíveis, como diferenças de abstenção entre os eleitorados, e os institutos ainda não fecharam o diagnóstico. Mas a hipótese do silêncio é a mais coerente com o que vejo nas redes: uma conversa em que o campo adversário praticamente não fala.

Esses dois silêncios se reforçam. Quando a timeline é unânime, o eleitor neutro não encontra nela nenhum argumento que o convença, só a confirmação de que um dos lados o despreza. E o eleitor envergonhado encontra mais um motivo para continuar calado até domingo.

O risco de uma segunda decepção

A noite de 4 de outubro já mostrou o preço de confundir timeline com país. A expressão mais frequente na conversa petista naquela noite foi "sensação de derrota", acima do nome do adversário, apesar de Lula ter ido ao segundo turno com 2,2 milhões de votos de diferença. A frustração foi proporcional à expectativa, e a expectativa tinha sido fabricada por semanas de uma timeline que só mostrava um lado vencendo.

O cenário se repete agora, com um agravante. Depois de dois debates em que a esquerda celebrou a cada noite e acusou o adversário de dezenas de mentiras checadas, a militância progressista chega ao domingo convencida de que venceu a campanha. Pode ter vencido a conversa. A urna é outra métrica. Se o resultado for o empate que as pesquisas desenham, ou uma vitória apertada do senador, a decepção não virá da derrota em si, mas da distância entre a derrota e a timeline que a precedeu.

Unimed anuncia novo hospital em São Leopoldo

O editor calcula o investimento em R$ 98,5 milhões, considerando-se apenas as obras de construção, sem a vestimenta.

A Unimed Vale do Sinos já concluiu o projeto de expansão do Complexo Hospitalar de São Leopoldo, que prevê a construção de uma nova torre com sete pavimentos. O empreendimento deverá ampliar a estrutura do hospital e possibilitar a oferta de atendimentos de maior complexidade, com a implantação de unidades de terapia intensiva, ampliação do bloco cirúrgico e novos recursos de diagnóstico.Uma das principais novidades é a previsão de implantação das primeiras UTIs do hospital de São Leopoldo. O projeto contempla uma UTI Adulto e uma UTI Pediátrica, com dez leitos cada, ampliando as possibilidades de assistência a pacientes que necessitam de cuidados intensivos.O bloco cirúrgico também deverá passar por uma expansão, das atuais quatro para sete salas, ampliando a estrutura disponível para a realização de procedimentos cirúrgicos no hospital.Outra novidade é a ampliação do Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), que já funciona no Complexo Hospitalar e deverá passar a contar com ressonância magnética. O planejamento para essa área contempla ainda um Centro da Mulher, com ecografia mamária e mamografia, ampliando os serviços voltados ao diagnóstico e à saúde da mulher.A capacidade de leitos também deverá crescer, passando dos atuais 28 para 100 leitos, destinados a pacientes adultos e pediátricos. O planejamento inclui ainda uma ala premium voltada ao atendimento particular e à cirurgia plástica.O planejamento também contempla um edifício-garagem de seis pavimentos, com capacidade estimada para 220 veículos, integrado à nova torre.

A previsão é de 18.508 m² de área construída no novo empreendimento. Com a integração à estrutura existente, o Complexo deverá alcançar 23.464 m² de área construída.

Obras previstas para 2027

De acordo com o cronograma preliminar, o início das obras está previsto para julho de 2027.

Artigo, especial, Carlos Eduardo Bellini Borenstein - Qualis da Quaest mostram Flávio melhor que Lula no debate da Globo

Carlos Eduardo Bellini Borenstein
Cientista Político
carloseduardo@arkoadvice.com.br

Após o debate da última sexta-feira (23) na Rede Globo, o CEO do instituto Quaest, cientista político Felipe Nunes, apresentou na GloboNews o resultado do monitoramento de grupos das pesquisas qualitativas – as chamadas qualis – realizadas durante o evento. Essas pesquisas são de grande validade para perceber em profundidade como os eleitores, sobretudo os independentes, reagiram aos estímulos do debate.

No gráfico apresentado, percebemos que Flávio Bolsonaro teve um desempenho superior ao de Lula na percepção desse grupo de eleitores. Conforme podemos observar, Lula foi visto como melhor no começo das falas, mas Flávio virou no jogo (1x0). No segundo bloco, Flávio também venceu (2x0).

No terceiro bloco, a percepção dos eleitores foi mais favorável a Lula (2x1). No quarto bloco, uma ligeira vantagem para Flávio, embora Lula tenha registrado também bons momentos (3x1 ou 3x2).

Fonte: x.com/blogmarioflavio/status/2113926570532602139

A análise do resultado dos grupos de qualis da Quaest mostra que o debate da Rede Globo terminou com o saldo mais positivo para Flávio. Isso ocorreu porque ele conseguiu explorar o desgaste do governo Lula, falar mais do “dia-a-dia” como, por exemplo, mencionando preocupações centrais do eleitorado como a violência, preço dos alimentos e o endividamento, e mostrar propostas para o futuro. Lula, por sua vez, encontrou dificuldades em falar do futuro, defendendo mais o governo e o legado.

No geral, o debate fortaleceu narrativas e deve mudar poucos votos, beneficiando quem está na frente: Flávio Bolsonaro. Faltando menos de 24 horas para a votação, a tendência de momento indica que Flávio deve confirmar o favoritismo amanhã (24), superando Lula por uma distância de 2 a 4 pontos percentuais, o que significa de 2 a 4 milhões de votos. 

 

Artigo, especial, Renato Sant'Ana - Roberta, uma mulher assombrada

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail releituras21@gmail.com


"Um mau caráter, um canalha, um covarde": com essas palavras, repetidas várias vezes ao longo de uma entrevista de aproximadamente uma hora à CNN, Roberta Luchsinger qualificou o presidente da República - que, por casualidade, é Lula. Mas ela não se restringiu a adjetivá-lo.


Ela avançou. "Um homem desses não pode continuar na presidência de um país. Ele mente em coisa pequena, ele mente em coisa grande, ele mente o tempo inteiro. E isso me dói falar, porque eu já acreditei muito nele, defendi muito ele, o tempo inteiro. Lutei muito por ele. Quando ele inclusive estava preso e eu acreditava na inocência dele, fui das poucas pessoas que se expôs de maneira pública e notória na defesa dele. (...) E o que foi que eu recebi em troca? Nem um 'muito obrigado'".


Contou que ela e Lulinha moravam juntos em Brasília, que ministros do governo frequentavam a casa, que Lulinha costumava ter reuniões a portas fechadas com eles, inclusive com Amauri Pinha, vizinho e amigo dele, o representante no Brasil da Mota-Engil, construtora portuguesa que tem contratos bilionários com o governo. Porém, algumas lacunas no que ela falou gritaram mais alto do que a literalidade das palavras.


"Em todo lugar que eu frequentei na minha vida, Brasília, independente do governo que fosse, eles sabem exatamente onde eu entrei, hora que eu entrei, com quem eu falei (...). Vários personagens envolvidos com Lula, com Lulinha, com todo mundo, o único personagem que todo mundo vai atrás sou eu. (...) Quantas vezes [o representante da Mota-Engil] entrou no Palácio do Planalto, entrou no DNIT, entrou na PETROBRAS, entrou nos órgãos?"


Hoje ela é investigada pela polícia federal no caso das fraudes do INSS (com Lulinha), está submetida a medidas cautelares, tem bens bloqueados e se sente abandonada por seus parceiros de negócio.


Há duas perguntas no ar. Para que fim Roberta quis dar essa entrevista? E por que Lula não ajuizará contra ela por injúria, calúnia e difamação?


Sabendo ser vista por todo o país, ela revelou um quadro: uma mulher sem defesa, que virou um estorvo para quem tem muito poder de ataque. Disse: "Qualquer coisa que acontecer comigo ou com as minhas filhas vai ter a digital do presidente da República (...), que, se eu não defender a minha integridade e a das minhas filhas, ninguém vai defender."


Ela não o disse, ninguém fala nisso, mas fato é que o fantasma de Celso Daniel segue advertindo quem quer que se meta com um poder cujos cordéis são invisíveis e puxados por mãos igualmente invisíveis: visível só o mal que ele produz. Entende-se a finalidade de Roberta na entrevista.


Mas há a segunda questão: Lula não vai ajuizar contra ela? Não. Por quê?


Em 2022, Lula ajuizou contra o padre Edison Geraldo Bovo, da paróquia de São Roque, em Laranjal Paulista. O sacerdote, no púlpito, chamara-o de "O maior ladrão que o mundo já viu". E Lula já havia processado vários jornalistas e as revistas Veja e IstoÉ. Também já havia processado o promotor de justiça Cassio Roberto Conserino (MP-SP), o procurador da República Deltan Dallagnol (coordenador da Lava Jato), o delegado Igor de Paula (PF, Lava Jato) e até o juiz Sergio Moro - processos que não implicavam risco e que ele perdeu todos.


Porém, Lula nunca processou o ex-delegado de polícia Romeu Tuma Junior, que publicou o livro "Assassinato de reputações - um crime de Estado" (ed. Topbooks, 2013), que trás um capítulo intitulado "Lula: alcaguete e aprendiz do DOPS", com detalhes da atuação de Lula como informante da polícia, seu jogo duplo traindo o pessoal do sindicato e os favores que, pasmem, fazia aos patrões.


O jornalista Cláudio Humberto (Diário do Poder, 15/09/2017) questionou por que Lula não processava Emílio e Marcelo Odebrecht, que declararam tê-lo subornado com um pacote de propinas (estando Lula na presidência).


Ele não processou Romeu Tuma Junior nem Emílio e Marcelo Odebrecht pelo mesmo motivo por que poupou José Nêumanne Pinto, autor de "O que Sei de Lula" (Topbooks, Rio de Janeiro), obra com a mais demolidora descrição de uma biografia. Tuma, Odebrecht, Nêumanne: eles sabem demais.


E chegamos a Roberta Luchsinger. Ela não quer o destino de Celso Daniel. Nem o de Marcos Valério (que lembrança). E a entrevista foi para mostrar que sabe muito e que é melhor, para seus novos inimigos, protegê-la em vez de prejudicá-la, que ela não vai cair sozinha, que se dispõe a fazer uma "delação premiada" e que qualquer violência contra ela vai ter a "digital" de quem, para ela, é "um mau caráter, um canalha, um covarde".




Moraes tentou prejudicar Flávio e ajudar Lula às vésperas do pleito.

  Na undécima hora do processo eleitoral, ontem, sexta-feira, o abominável ministro Alexandre de Moraes, STF, tentou interferir em favor da candidatura de Lula da Silva, mas foi impedido por decisão da PGR.

A informação é do jornalista Claudio Dantas, que dá detalhes (CLIQUE AQUI para ler).

Alexandre de Moraes está no topo da lista dos ministros do STF que dificilmente escaparão de sanções pesadas pelos papéis malévolos que desempenham em favor do lulopet5ismo e de demonização da Oposição.

O caso de ontem tem a ver com a decisão de Moraes de prejudicar Flávio Bolsonaro a dois dias do pleito, mandando a PF realizar mandados de busca e apreensão contra o senador, tudo no caso da ordem de  bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz. O ministro também ordenou quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além da suspensão dos passaportes e a paralisação das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as empresas do advogado. 

Willer é investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets. O valor bloqueado se refere a bens móveis, imóveis, aviões e barcos.

O advogado ficou conhecido nos últimos meses no contexto da campanha eleitoral por ter uma relação de amizade com o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevistas, o candidato disse que mantém apenas relações pessoais com Willer Tomaz e negou ter relações comerciais com o advogado.