A extensa reportagem do UOL e FolhaPress sobre novas descobertas a respeito das relações continuadas e amistosas entre o ministro Alexandre de Moraes e o corrupto banqueiro Daniel Vorcaro, exigem que o STF afaste o ministro das suas funções, que ele seja investigado, indiciado, denunciado, processado, julgado, condenado e preso.
A devastadora reportagem foi assinada pelos jornalistas Cezar Feitosa, Natália Portinari e Fábio Serapião.
É estarrecedor o que os repórteres revelaram.
Eles olharem 316 postagens de conversas entre o ministro e o banqueiro.
Há muitos meses, o grande problema era saber o conteúdo de mensagens que tinham sido apagadas, mas este segredo não existe mais, porque os dois jornalistas abriram a caixa preta e conversas de enorme intimidade entre Moraes e Vorcaro estão livres, leves e soltas.
Moraes tem dito que mal conhece o banqueiro. É tudo mentira e não se trata apenas do contrato de R$ 131 milhões assinado por sua mulher com Vorcaro, mas de reuniões e apoio. Um dia antes da prisão do banqueiro, Moraes reuniu-se com ele em São Paulo. As mensagens abertas mostram isto. E no dia da prisão, na iminência de ser alcançado, Vorcaro chegou a disparar mensagens desesperadas para o amigo ministro, pedindo ajuda. Está tudo documentado.
O inquérito que vai determinar o afastamento de Moraes está nas mãos do presidente do STF, Edson Fachin, que avocou para si a relatoria que estava com André Mendonça, sentou em cima e não andou, nem mesmo o pedido de Mendonça para investigar formalmente o ministro amigo e sócio de Vocaro.
A verdade libertará o próprio Supremo desta chaga chamada Alexandre de Moraes.
Em agosto de 2025, Moraes foi flagrado em jatinho do banqueiro preso.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pediu que operadores de dois aviões privados ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro esclareçam se realizaram transporte remunerado de passageiros. A despeito de não ter autorização para realizar táxi aéreo, as aeronaves podem ter transportado o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de Brasília para São Paulo no ano passado. Os operadores foram notificados por meio de um despacho assinado no dia 28 de outubro pelo superintendente de Operações da Aviação Geral da Anac, Edvaldo Rodrigues de Oliveira.
A informação foi divulgada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão, que também teve acesso ao documento. Moraes, consultado, não quis falar.
As aeronaves são as de marcas PP-BIO e PS-FSW.
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