Artigo, Fábio Jacques - Vai pra cima, Mahatma

No meu último artigo pedi veementemente para Bolsonaro agir.
Demonstrei meu grande receio de que, não indo “pras cabeças”, Bolsonaro estivesse agindo como um Cordeiro em pele de Pitbull. Muito rosnado e pouca mordida.
Meu pedido me pareceu mais do que justificado. Senão vejamos:
Bolsonaro vem sofrendo diuturnamente pesado bombardeio por parte de um STF (ministros chegam a chama-lo de nazista e genocida) que se arvora em Supremo Poder Nacional, de um Congresso que sistematicamente dificulta a aprovação de quaisquer medidas provisórias, projetos de lei ou PECoriundas do poder executivo deixando-as caducar, deturpando seu texto e sentido ou minimizando seu efeito como no caso da PEC da Previdência, e que o ataca e tenta destituí-lo através de inúmeros pedidos de impeachment em conluio com o próprio STF,cuja protocolização  dependeexclusivamente da vontade do Rodrigo Maia , aquele dos 74 mil votos. O botafogo das planilhas da Odebrecht.
Este poder de fogo da esquerda encontra total ressonância na maior parte da grande mídia, cada dia mais alucinada atrás das “mamatas” perdidas e de uma miríade de blogs cooptados.
Todas estas forças que formam o “Eixo do Mal”, Congresso – STF – Mídia, atuam de forma“esquerdopaticamente” coordenada, em constantes escaramuças ora por parte de um ora por parte de outro. Agora, unidas, tentam atacar com Antifas e Anonymous, mas os primeiros tiros acabaram na água. Não estão acertando o alvo. Por enquanto.
Nesta semana o MBL em um vídeo feito pelo Renan Santos, um de seus fundadores diz com todas as letras:“Chegou a hora de atuar para derrubar o presidente da República”.A ver.
Diante deste cenário, muita gente, e eu junto, estamos gritando com o Bolsonaro para que ele tome alguma atitude. Mas que atitude seria esta?
O que pedimos que seja feito pelo Bolsonaro é aquilo que “imaginamos” que faríamos se estivéssemos em seu lugar. Mas a questão é que não estamos no lugar dele e se estivéssemos provavelmente não faríamos.
Acho que se fosse seguir meus conselhos, Mahatma Gandhi teria abandonado seu discurso pacifista e encharcado de sangue o território indiano fazendo com que as águas do Ganges permanecessem vermelhas até hoje. E, quem sabe, até mesmo, a Índia ainda continuasse sendo colônia inglesa.
Bolsonaro tem se mostrado um pacifista perseverante. Vai cumprindo a agenda a que se propôs desde a campanha presidencial, enquanto não toma nenhuma ação efetiva contra os demais poderes e nem contra a mídia. Eventualmente reclama, mas nunca partiu para cima. Pelo menos até agora.
Poderia ter mandado alguns ministros do STF irem cuidar de “suas turmas”, mas acatou os despautérios do Alexandre de Morais e do Luís Roberto Barroso que se arvoraram de donosdaConstituição reescrevendo as prerrogativas de cada poder e revogando suas decisões. Poderia contratar umaequipe de advogados com a única finalidade de processar todo aquele que atropela a Carta Magna ou que propaga mentiras a seu respeito. Este pessoal teria muito trabalho.
Mas ele não faz nada disso.
Estou começando a me convencer novamente de que ele sabe o que faz. Ele enxerga coisas que não vejo e não sei. Ele me parece um estrategista do tabuleiro que prevê o lance do oponente com vinte jogadas de antecedência. Só pode ser isto.
Nesta semana teremos grandes emoções sendo a maior delas o julgamento da chapa Bolsonaro - Mourão no TSE. Se o resultado for favorável à cassação da chapa, então acabar-se-á o tempo de tolerância. Ou Bolsonaro fará uma live agradecendo ao povo pelos votos, pelo apoio e pela amizade e se asilará em algum país amigo e aí estaremos todos “gefückt” como diriam os alemães, ou a cobra vai fumar. Acredito na segunda opção.
Vai ser muito bonito de se ver.

Fabio Jacques - Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras.

Clube de Opinião do RS explica quais são as fake news que procupam os jornalistas

Leia o inteiro teor do manifesto publicado esta tarde pelo Clube de Opinião do RS, assinado por 20o jornalistas, inclusive pelo editor:

O CLUBE DE OPINIÃO DO RS, entidade que há 17 anos reúne jornalistas e profissionais da área de comunicação, e aqui representado pelos jornalistas abaixo relacionados, vem manifestar sua posição a respeito das alegadas fake news e a preocupação de que o combate a elas sirva de desculpa e cortina de fumaça para restrições ao direito inalienável de todo e qualquer cidadão brasileiro exercitar a sua liberdade de expressão, opinião e crítica.
Somos contrários à disseminação de notícias falsas, muito especialmente as produzidas por veículos da grande imprensa, que deveriam ser os principais guardiões do exercício do bom jornalismo, calcado na verdade dos fatos e na busca da melhor e mais completa informação.
Temos visto, infelizmente, que, em face de interesses políticos, ideológicos e econômicos, muitos veículos têm se manifestado acima da verdade, falseado informações e criado um ambiente que em nada contribui com o país.
Neste sentido, o que menos nos preocupa são as ditas “tias do Whatsapp”.
Ficamos chocados que para, alegadamente, combater as fake news, o Supremo Tribunal Federal tenha criado um monstro jurídico, uma anomalia que fere o Estado Democrático de Direito.  O STF empreende por sua própria conta um inquérito em que ele mesmo se diz vítima, ele mesmo determina quem deverá ser investigado,  e ele mesmo deverá julgar e sentenciar quem assim lhe aprouver. O que poderia ser mais inconstitucional, ilegal e imoral em qualquer democracia?
Dando prosseguimento a uma CPI inconsistente, instalada pela Câmara Federal, com alvos bem definidos a fim de fragilizar o Governo Federal, o Senado da República coloca em pauta um projeto do senador Alessandro Vieira, que mira nos cidadãos que têm nas redes sociais sua plataforma de informação e mobilização política.
O que se quer não é combater as notícias falsas, mas retirar do cidadão a ferramenta com a qual conseguiu hackear o sistema político viciado que tivemos por décadas em nosso País. As redes sociais libertaram o povo, que agora pode manifestar a sua contrariedade em relação a políticos, governos e instituições, entre elas o próprio STF e o Congresso.
Como profissionais da liberdade, homens e mulheres que vivem de emitir opinião, somos contrários a esse esforço combinado, que temos visto de parte de instituições que deveriam ser as primeiras a se levantar em favor da salvaguarda das liberdades. Todas elas, mas em especial a liberdade de manifestação e opinião.
É fundamental que o bom senso passe a pautar a atuação de nossos representantes no Congresso e dos senhores ministros do STF para que o Brasil possa avançar como Nação, tendo as liberdades constitucionais de seus cidadãos como base de tudo quanto se possa construir neste País. Lembrando que nossa Constituição Federal, que deveria ser defendida pelo STF, garante a Liberdade de Expressão e proíbe a Censura.

Alexandre Appel
Antonio Augusto Mayer dos Santos
Fernanda Barth
Fernando Albrecht
Fernando di Primio
Flávio Pereira
Gilberto Simões Pires
Gustavo Victorino
Joabel Pereira
João Carlos Machado Filho
José Luiz da Silva
Julio Ribeiro – Presidente
Jurandir Soares
Karim Miskulim
Marco Poli
Milton Cardoso
Percival Puggina
Polibio Braga
Rogério Amaral
Sergio Jost

Artigo, Rizzo Miranda - Os loucos anos 204

- A autora é diretora – Digital & Inovação da FSB Comunicação

Em recente livro -"The Future is Faster Than You Think" –Peter Diamandis projeta para 2040 uma grande revolução embarcada em 5G e Inteligência Artificial, com a comunicação indo para a hiperpersonalização tecnológica e ativações diretamente consumidor a consumidor. O fim da intermediação comunicacional entre marcas e consumidores.
O livro foi lançado em janeiro de 2020. Mesmo mês do “início” do ano 2040. Já temos uma grande desmaterialização de comportamentos. As previsões de Diamandis envolvem uso de tecnologia. E é exatamente ela que já determina como vamos caminhar em tempos coronials. No ambiente de grande escassez econômica seremos todos filhos de desidratados PIB’s ao redor do mundo.
Não há respostas sobre como será esse novo diálogo de sobreviência entre marcas ressignificadas e consumidores, idem. Mas, não é preciso ser futurista para apostar que “valores-passaportes” para esse momento estarão apoiados na genuína compreensão das marcas –e tradução para seus produtos e atitudes - sobre a escassez. E como ser cúmplice.
Capaz de estar lado a lado, em narrativa sincera e horizontal com seus consumidores, será um índice de saudabilidade do negócio. Perceber necessidades mínimas, escolhas mais ponderadas, menos exibicionismo, mais valor, menos opções, mais consumo recluso. Tudo intermediado sim, por tecnologia de transações, de contatos e de soluções de problemas em ambientes “touchless”.
E o que fake news têm a ver com isso tudo? Vamos falar sobre isso amanhã, às 16h, na Fundação Dom Cabral, em uma webinar especial. Vá lá, participe e nos mande feebacks! O caminho é aqui.

Artigo, Marjorie Ferri - Contratos de experiência e a MP 936

- A autora é advogada trabalhista empresarial da Scalzilli Alhaus

A Medida Provisória 936/2020 estabeleceu, entre outras possibilidades, a suspensão contratual dos empregados — inclusive aqueles que estão em contrato de experiência, em razão do estado de calamidade pública pela pandemia da covid-19. Com essa iniciativa, o Governo Federal ficou responsável pelo pagamento dos salários dos funcionários, calculado com base no seguro-desemprego, por até 60 dias, dadas suas peculiaridades conforme o rendimento da empresa em 2019.
Os colaboradores que tiverem a suspensão de seu contrato terão estabilidade no emprego por período em que esta durar — e em igual ínterim no retorno às atividades. O mesmo vale na redução da jornada. Importante ressaltar que essa medida paralisa o contrato de trabalho e, portanto, não conta no tempo de serviço.
Dessa forma, durante a suspensão do contrato — ou seja, quando não se trabalha —, não há contagem de prazo para o término do período faltante da experiência. Assim, ele fica congelado. Nesses casos, é importante que o acordo individual estabeleça se o ínterim de afastamento será ou não computado no tempo para a respectiva terminação. Uma previsão que traz segurança jurídica para a empresa.
Com isso, a partir do retorno das atividades e o consequente fim da suspensão, o período restante da experiência começará a fluir de onde parou. A estabilidade prevista na MP 936 vai contabilizar nesse tempo — logo, a empresa deverá tomar cuidado para não se tornar um contrato por prazo indeterminado.
No caso da redução de jornada e salário, por haver prestação de serviços, a contagem seguirá normalmente, o que contará, também, no período de estabilidade, quando as atividades retomam a normalidade. Observados esses detalhes, empresa e funcionário poderão ter segurança nesse acordo, tão necessário para muitos negócios durante a crise provocada pelo novo coronavírus.

Em meio a crise do coronavírus, consultor aponta cinco sintomas de que recuperação judicial é a melhor saída

A indústria registrou forte queda de 18,8% em abril. O dado foi anunciado nesta quarta-feira (03/06) pelo IBGE. Outro dado preocupante é o número de 20% nas recuperações judiciais solicitadas por empresas no Rio Grande do Sul em 2020. Foram 41 requisições entre janeiro e abril deste ano, contra 34 no mesmo período de 2019, segundo levantamento realizado pela Serasa Experian. Apenas em abril, seis empresas solicitaram recuperação judicial, contra quatro em março.

Tais números comprovam que a crise gerada pelo novo coronavírus não só agravou as expectativas de crescimento como demonstra que a situação de penúria não se resolverá logo ali em frente. A leitura é do sócio da Rebuild, consultoria que atua na área jurídica, econômica e de reestruturação de empresas com sede em Porto Alegre. Segundo Cristiano Kalkmann, muitos empresários acreditam que conseguirão se recuperar em curto espaço de tempo e, devido a isso, não estão tomando medidas que, apesar de duras, podem ser as mais adequas diante do cenário que se apresenta de extrema gravidade e complexidade.

"Em outras crises, o empresário ficava assustado em um primeiro momento e não demorava para tomar as medidas necessárias. A crise atual, tendo em vista o impacto mundial, é bastante diferente de outras que vivenciamos e deve ter repercussões por um longo espaço de tempo. Essa é uma das únicas certezas que se tem. Diante disso, o empresário já se assustou, já chorou, gritou e agora está sem reação, sem saber para que lado ir, o que é perigoso. O mercado todo foi atingido, independente do tamanho da empresa, e não podemos deixar para daqui a dois três meses a tomada de decisão", destaca Kalkmann.

De acordo com o sócio da Rebuild, o ideal é que o empresário tome desde já as medidas de equilíbrio da empresa para mais à frente estar bem é preparado para uma retomada. Kalkmann alerta para cinco sinais que evidenciam que a recuperação judicial é o caminho mais assertivo para uma empresa nesse momento. O especialista alerta que esses sintomas precisam ser analisados em conjunto e não isoladamente.

1. Piora sistêmica dos resultados
Desde o início da crise do coronavírus, a indústria tem sofrido quedas e perdas. Mesmo com o abrandamento do isolamento social, não há garantias da retomada da atividade como antes. Ou seja, começa a ficar difícil encontrar razões sustentáveis para acreditar na reversão das de expectativas de resultados negativos no curto e médio prazos.

2. Geração de caixa insuficiente
A crise do coronavírus obrigou a adoção de medidas de isolamento social como forma de conter a disseminação do vírus. Isso paralisou comércio e indústria, prejudicando a geração de caixa suficiente para pagar as parcelas da dívida com credores ou bancos ou outros compromissos, fazendo a empresa gastar mais do que recebe.

3. Dificuldade em manter o nível de crédito
Diante de um cenário completamente adverso, com queda de pedidos e receita, a empresa passa a perder credibilidade e interlocução com os bancos e credores em geral, os quais passam a não confiar mais que a empresa conseguirá honrar seus compromissos.

4. Incapacidade de renegociação da dívida
Com a falta de credibilidade, a empresa começa a ter dificuldade em renegociar dívidas. A empresa não encontra alternativas em bancos grandes, bancos médios e factorings, que logo deixam de ter interesse nas operações da empresa. O mesmo ocorre com fornecedores, que passam a diminuir o crédito.

5. Inadimplência
A empresa começa, então, a atrasar pagamento de contas, salários e títulos da empresa começam a ser protestados. O atraso no pagamento de impostos também pode empurrar uma empresa para uma situação de risco. A constante repactuação e não cumprimento dos termos negociados é fatal para a credibilidade da empresa.

Indústria calçadista deve recuar a patamares de 16 anos atrás, aponta relatório da Abicalçados

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) lançou, no início de junho, o já tradicional Relatório Setorial da Indústria de Calçado do Brasil. Com dados completos e detalhados do setor calçadista nacional e internacional, a publicação é desenvolvida pela entidade desde 2016.

A coordenadora da unidade de Inteligência de Mercado da Abicalçados, Priscila Linck, explica que a publicação tem o objetivo de auxiliar o setor na tomada de decisões, pois além de um compilado de dados nacionais e internacionais acerca da atividade, traz projeções e análises para curto e médio prazos. “O ano de 2020 está sendo atípico para o setor calçadista. Com a pandemia do novo coronavírus, saímos de uma projeção de crescimento, no início do ano, para uma de queda brusca, de até 30% na produção de calçados. Voltaremos aos patamares de 16 anos atrás”, explica.

Além das projeções para 2020, que apontam para queda no consumo doméstico de calçados na faixa de 29% e de até 30% nas exportações, o Relatório traz dados de 2019 e comparativos com os anos anteriores. Confirmando o Brasil como 4º maior produtor mundial do setor, com 908 milhões de pares de calçados produzidos em 2019 (incremento de 0,4% ante 2018), o Relatório aponta um perda no mercado internacional, especialmente frente aos concorrentes asiáticos. Em 2019, foram embarcados ao exterior 115 milhões de pares, que geraram US$ 972 milhões, incremento de 1,5% em pares e queda de 0,4% em dólares na relação com 2018. “A estabilidade ante 2018 só ocorreu em função do incremento dos embarques para os Estados Unidos (11% em pares), externalidade positiva da Guerra Comercial instalada entre aquele país e a China e que fez com que os importadores norte-americanos buscassem fornecedores alternativos ao país asiático como forma de fugir das altas tarifas. Ainda assim, a participação brasileira no mercado é baixa, inferior a 1% do total importado pelos Estados Unidos”, explica Priscila, ressaltando que o Brasil perdeu mercados importantes, especialmente na América do Sul, ao longo do ano passado. Já com a queda nas exportações projetada para 2020, o Brasil deve voltar aos patamares do início da década de 1980, com cerca de 80 milhões de pares exportados.

O ano de 2019 também marcou uma redução no nível de emprego. Conforme dados do Relatório, elaborados pela Abicalçados, ao longo do de 2019 foram perdidos 3,7 mil postos, fechando o ano passado com 269,4 mil postos de trabalho diretos na atividade. “Para 2020, em função da queda expressiva na produção, o setor deve ter outro revés importante, perdendo até 57 mil postos e fechando o ano com pouco mais de 210 mil postos”, projeta Priscila.

Metodologia
O Relatório Setorial da Indústria de Calçado do Brasil possui periodicidade anual, sendo que os dados apresentados foram coletados de fontes oficiais ou estimados com base nelas, em cruzamento com informações obtidas por meio da “Pesquisa de Produção – Abicalçados”, realizada com uma amostragem de empresas que respondem por 70% da produção total do setor.

Além dos dados detalhados em mais de 50 páginas, o Relatório traz uma lista de oportunidades de mercado, índices de competitividade dos principais concorrentes do Brasil no mercado internacional e uma análise do doutor em Economia Marcos Lélis, especialista na cadeia coureiro-calçadista.

Baixe, gratuitamente, o Relatório no site abicalcados.com.br/publicacoes/relatorio-setorial.

Alguns dados apresentados:

Produção de calçados no Brasil: 908 milhões de pares (+0,4% ante 2018)
Consumo aparente (doméstico): 821 milhões de pares (+0,4% ante 2018)
Exportações: 115 milhões de pares (+1,5% ante 2018)
Empregos diretos: 269,4 mil postos (-1,3% ante 2018)
Empresas no setor (2018): 6,1 mil (-7,2% ante 2017)

Artigo, Rodrigo Constantino, Zero Hora - O jogo sujo dos novos "democratas"

O presidente  Jair Bolsonaro desconfia de um complô contra ele e tem todos os motivos do mundo para tanto

É perfeitamente legítimo não gostar do presidente ou de seu governo. Cada um tem sua visão de mundo, alguém pode achar que o estilo de Jair Bolsonaro é terrível, ou discordar da agenda de reformas. É parte do jogo democrático.

O que não é parte do jogo é flertar com todo tipo de instrumento golpista para derrubar um governo de que não gosta. Dilma, vamos lembrar, não sofreu golpe, mas sim um impeachment após o PT destruir o Brasil, milhões tomarem às ruas de forma pacífica para protestar, e das pedaladas fiscais.

O que tentam fazer com Bolsonaro não tem nada a ver com isso. É buscar uma vitória no “tapetão” após derrota nas urnas. O presidente desconfia de um complô contra ele e tem todos os motivos do mundo para tanto. É inegável que parece haver um movimento orquestrado para retira-lo do poder.

Duvida? Então vejamos: como pode alguém achar normal um ministro do STF tocar um inquérito que envolve o presidente, quem ele considera uma espécie de Hitler? Que tal o outro inquérito sobre Fake News, relatado por Alexandre de Moraes, totalmente irregular e que manda a Polícia Federal na casa de apoiadores do presidente sem qualquer fundamento legal, e ainda impede seus advogados de terem acesso aos processos?

Não bastasse o que vem de um Supremo que é vergonha nacional, temos agora a mídia flertando até com terroristas da Antifa ou com marginais das torcidas organizadas, chamando-os de “democratas” só para inflar arruaças nas ruas em plena pandemia, pois podem enfraquecer o governo.

Até o comedido vice-presidente Mourão perdeu a paciência e lembrou que baderneiros são caso de polícia, não de política, além de alertar que democracia não se defende com faces mascaradas, roupas negras e barras de ferro. Mourão alfinetou ainda os “sessentões nas redações”, que resolveram voltar aos seus anos dourados de agitação estudantil. No ponto!

O que fica claro é que a turma derrotada nas eleições tenta esticar a corda ao máximo, na esperança de que o “fascismo imaginário” se torne real. É feio, e perigoso. É um jogo muito sujo. Democratas de verdade aceitam o resultado das urnas!