Exclusivo, artigo de Facundo Cerúleo - Não deixam mudar de assunto !

Bem que eu queria mudar a pauta e falar só de futebol, mas não deixam. Por exemplo, o tiozinho da Gaúcha, no ofício de comentarista, comentou a fala de um torcedor (as rádios abrem microfone à torcida). Empolgado com o time (que goleava o humilde São Luiz), o torcedor exclamou: "Grêmio sob nova direção!". Aí o tiozinho interpretou (com razão, acho eu) que o torcedor comparava o novo técnico (Quinteros) com o anterior (Renato). Então o tiozinho fez, digamos assim, uma nota de rodapé no comentário dizendo: "Claro, mas é com o Renato do ano passado, que fez um trabalho ruim, porque Renato é um excelente treinador!".

O tiozinho pode estar com problema de memória, o que será mais honroso do que outras coisas. Ele terá esquecido que, em 2023 (não o ano passado), o título do Brasileirão caiu no colo do Grêmio. E foi jogado no lixo por "artes" do seu treinador.

Deve ser a 101ª vez que digo o mesmo sobre 2023. E a fala do tiozinho da Gaúcha mostra que terei de dizer mais 200.

O tiozinho, cultuando a imagem de Renato, recorreu a um "lugar comum": disse que ele "ganhou" uma Copa do Brasil e uma Libertadores para o Grêmio. Muita gente repete isso.

Tudo bem, ilustres, admito que ele teve mérito no feito. A questão não é pessoal. Mas devo lembrar isto. (1) Em 2016, ele pegou um time bem treinado, ajustado por Roger, um muito bom profissional. (2) Ele assumiu um Grêmio que já havia vencido  (fora de casa e com Roger) o Athletico Paranaense na Copa do Brasil: ele perdeu em casa o 2º jogo, salvando-se nas cobranças de pênaltis. (3) Mas depois engrenou, é bom motivador, energizou o time (bem preparado por Roger), que se manteve em 2017: só saiu Pedro Rocha, entrou Fernandinho. (4) Conforme o time do Roger foi sendo desmontado, nunca mais o Grêmio teve padrão de jogo.

Acho que o tiozinho bem poderia dar um pulo na hemeroteca da RBS (se ainda existir) e, folheando jornais, estudar a história do rebaixamento do Grêmio em 2021: verá que não foi por acaso, mas resultado da administração de R. Bolzan, que (palavras suas) entregou a chave do vestiário ao técnico, que, casualmente, era um amador. Aliás, é justo dizer: se o principal artífice do rebaixamento e outros desastres foi Portaluppi, o maior responsável foi quem o contratou.

Ah, mas não era "ele" quem treinava o time na hora do rebaixamento... Verdade! A direção patrocinou a demolição da equipe e, depois, trouxe gente para remediar o estrago, mas não deu.

Vejam neste link, entre os minutos 4 e 10, o que diz o médico Marcio Bolzoni, profissional que serviu o Grêmio por mais de 25 anos:

https://www.youtube.com/watch?v=0ZYB9N3NVq4

Em suma, já foi dito, batido, repetido e, como diria Fábio Koff, "já transitou em julgado" que o ex-técnico NÃO FAZ TREINO TÉCNICO-TÁTICO! ELE NÃO FAZ TREINO TÉCNICO-TÁTICO! Não faz! Não faz! E o que acontecia dentro de campo confirma isso! Então em que se baseia o tiozinho para qualificar de "excelente treinador" alguém que, segundo Marcio Bolzoni e outros que conhecem a intimidade do clube, só fazia rachão?


RS e Santa Catarina terão calor acima dos 40o até quarta-feira, diz Inmet

Forte onda de calor atinge áreas dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e isto se estende até a próxima quarta-feira . O Inmet emitiu os avisos amarelo e laranja, de perigo potencial e perigo, indicando temperaturas que podem chegar a 5°C acima da média climatológica. O aviso laranja deixa em atenção boa parte do Rio Grande do Sul, com destaque para o sudoeste e o noroeste do estado, além da região metropolitana de Porto Alegre. Já o aviso amarelo alcança o oeste de Santa Catarina, a região metropolitana de Porto Alegre e o noroeste gaúcho.

A previsão indica temperaturas máximas entre os 35°C e 40°C, em uma ampla área do Rio Grande do Sul. A temperatura pode se aproximar dos 40°C na Grande Porto Alegre nos próximos dias.

A previsão indica temperaturas acima da média em grande parte do país, com valores superiores a 26°C, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

No restante do país, a previsão do Inmet para fevereiro indica chuvas entre a média climatológica e acima da média em grande parte das regiões Norte e Nordeste, exceto em áreas do leste do Acre, sul do Pará e do Amazonas, parte de Rondônia e do Tocantins, bem como da Bahia, onde os volumes de chuva podem ficar abaixo da média.

  Rony Gabriel

Tirando foto para book e tomando banho de mar, viajando,campanha casada com Lula 

Lula culpa o povo gaúcho pelo déficit

Bolsonaro botou e não culpou o povo gaúcho

....

Dica de artigo, Antonio Camelier, exclusivo - Quando o povo adjetiva

O meu vizinho iniciou uma pequena reforma na casa dele e, para tanto, contratou uma pequena equipe de pedreiros.

O mestre-de-obras, um senhor dos seus setenta anos, logo me chamou a atenção pelo vigor físico e liderança sobre seus homens.

Descobri que o nome dele era Antenor, porém era chamado respeitosamente pelos subordinados de “Seo Nhô”, que soava mais como “Sinhô”.

Num intervalo de almoço me aproximei dele, que pitava um cigarro de palha, adquirido sei lá onde.

Iniciei uma conversa, e não demorei para catalogá-lo como um erudito capenga e inculto, mas dotado de uma sabedoria anciã acerca das coisas da natureza e do que fazia para sobreviver.

O bate-papo desbordou para a carestia no país e, não me contendo, perguntei o que ele achava do Lula. A resposta me surpreendeu pela concisão e pelo vocábulo utilizado:

— Ele é um dissabor!

— Como assim? – indaguei.

E “Seo Nhô”, como que surpreso pelo minha ignorância, rematou:

— Lula, o tempo todo, no fim de cada frase, usa a palavra “sabe”! Ou seja: ele “diz sabe” o tempo todo. Então ele é um “dissabor”, mas que não sabe de nada!

Confesso que demorei a entender a explicação, mas logo fiz uma analogia, coerente com o raciocínio do meu simplório interlocutor: se quem promove, é “promotor”; quem “diz-sabe” é “dissabor”.

Realmente, Lula tem o cacoete verbal de repetir “sabe”, não apenas no fim, mas também no começo e no meio de cada frase. E na sua história política, ao contrário, ele nunca “sabe” das mazela cometidas ao seu redor.

Encerrei o diálogo inclinando a cabeça em concordância, com uma frase latina latejando dentro de mim:

“Vox Populi, vox Dei!”

Artigo, José Eduardo Barella, NeoFeed - A "matemágica" no buraco sem fundo da conta de R$ 1 trilhão de juros do setor público

CLIQUE AQUI para ler o artigo integral no blog NeoFeed.

No acumulado do ano, o déficit de R$ 45,4 bilhões do governo federal confirmou o cumprimento da meta prevista pelo arcabouço fiscal. Além disso, contando apenas o mês de dezembro, governo central, estados, municípios e estatais registraram superávit somado de R$ 15,745 bilhões.


As aparentes “boas notícias” – que, na verdade, não são - param por aí.


Pelo critério nominal, que inclui despesas com juros, o setor público consolidado registrou déficit muito maior em 2024, de R$ 997,976 bilhões, o equivalente a 8,45% do PIB, de acordo com o Banco Central. Em 2023, o resultado também havia sido deficitário, em R$ 967,417 bilhões.


Ou seja, o déficit nominal de 2024 - resultado de um déficit primário de R$ 47,553 bilhões e uma conta de juros de R$ 950,423 bilhões – expôs o tamanho real do buraco da economia brasileira.


Por que esse gasto com juros cresceu tanto? Para Roberto Padovani, economista-chefe do Banco BV, a pergunta mostra uma característica fundamental da dinâmica da dívida pública, que é o fato de ela depender de sua própria trajetória.


Segundo ele, como o governo federal, ao assumir em 2023, deu um choque de gastos a partir de uma dívida pública que já vinha elevada e com juros altos, não conseguiu desde então obter receitas na mesma magnitude e teve de se endividar. A situação se agravou em 2024, com mais desequilíbrio fiscal.


“Quando a dívida sobe num contexto global ruim, como o Brasil está vivendo agora, gera incertezas: os fluxos financeiros saem do País e o dólar fica pressionado, o que aumenta a inflação e leva o BC a subir juros, entrando numa espiral negativa”, diz Padovani.


Esse ciclo prossegue com aumento do custo de rolagem da dívida, piorando os juros e a própria dívida. “Tudo isso com o agravante agora de que os juros estão tão elevados que devem inibir o crescimento econômico, reduzindo a capacidade de arrecadação de impostos”, prossegue Padovani.


A espiral negativa fecha o ciclo com a perda de confiança do mercado na trajetória da dívida, elevando ainda mais o custo desse endividamento.


Dica do editor - Saiba como será, hoje, o feriado e as festas de Nossa Senhora dos Navegantes em Porto Alegre

Em quase todas as cidades brasileiras banhadas pelo mar, lagos ou rios, hoje, domingo, é dia de feriado de Nossa Senhora dos Navegantes.

Em Porto Alegre, a procissão de Nossa Senhora dos Navegantes acontece com o tema "150 anos, caminhando com Maria, Mãe da Esperança". A tradição religiosa iniciou com uma missa, às 7h, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, localizada na  rua Vigário José Inácio, 402, Centro Histórico e, logo em seguida, por volta das 8h, os devotos acompanham a imagem da santa pelas avenidas Mauá e Castelo Branco até a antiga Ponte do Guaíba.

O trajeto será de cerca de 10 quilômetros e a expectativa é de que a procissão chegue ao Santuário de Navegantes por volta das 10h, onde haverá uma recepção festiva. No local, haverá missa. Serão rezadas missas ao longo de todo dia: às 9h e às 11h; e à tarde, às 13h, 15h, 17h e 19h. No entardecer acontece a entronização da imagem no Santuário dos Navegantes. A festa é promovida pela Arquidiocese de Porto Alegre com apoio da prefeitura.

Opinião do editor - O que a oposição pode esperar do apoio de Bolsonaro e do PL aos novos presidentes da Câmara e do Senado

 Como já se esperava, o senador David Alcolumbre elegeu-se novo presidente do Senado e o deputado Hugo Motta elegeu-se presidente da Câmara dos Deputados.

Alcolumbre é do União e Hugo Motta é do Republicanos.

Ambos são do Centrão e costumam aboletar-se em qualquer governo, seja de direita ou de esquerda. 

No momento, estão no governo federal nomeado de Lula da Silva, mas também apoiam o governo estadual de Eduardo Leite, RS, PSDB, e o governo do prefeito Sebastião Melo, MDB, Porto Alegre.

União e Republicanos seguem o mantra portenho segundo o qual "se hay gobierno, soy a favor".

Então mudaram apenas as moscas ?

Não é bem assim.

A política é feita por 50 tons de cinza e nem tudo é preto no branco.

Então, o que tem de diferente desta vez ?

Vamos examinar as coisas do ponto de vista dos fronts externo e interno:

No front externo, temos a nova conformação geopolítica do cenário mundial, agora de corte ideológico mais conservador, tudo em função da eleição e posse de Donald Trump, o que naturalmente favorece muito a direita e coloca a esquerda no canto do ringue.

No front interno, ultrapassados os dois primeiros anos do governo nomeado de Lula da Silva e os seis anos de protagonismo do STF e seus aliados que integram o Eixo do Mal. Eles apresentam uma evidente e mal disfarçada fadiga dos materiais, decorrente sobretudo do enfrentamento movido pela oposição parlamentar e extraparlamentar, além dos resultados nefastos que todos estes protagonistas produziram até aqui, debilitando-os de modo devastador.

E então ?

Pois nesse novo cenário político é que se deve colocar a eleição do senador David Alcolumbre e do deputado Hugo Motta.

Por que razão ?

Ora, não foi por acaso que o PL decidiu fechar questão com os dois candidatos. Mesmo que o PT tenha feito o mesmo ? Sim, mesmo que o PT tenha feito o mesmo, porque ambos, PL e PT, buscam realizar seus interesses.

E quais são eles ?

O PT quer manter posições nas Mesas Diretoras e nas Comissões Permanentes, além, sobretudo, de apoio às propostas e discursos do seu Partido e do seu governo, senão em todas as situações, pelo menos nas mais vitais.

E o PL, evidente, quer também posições nas Mesas Diretoras e nas Comissões Permanentes, mas sobretudo quer aprovar anistia ampla, geral e irrestrita, não só para seu principal líder, Bolsonaro, mas para todos os presos, investigados, denunciados ou exilados políticos. Sem isto, qual alternativa pacífica existe para o curto prazo ? Não há.

Fico no caso do Pl, porque muitos oposicionistas não entenderam até agora o sentido deste apoio do PL e de Bolsonaro às candidaturas de Alcolumbre e Motta:

1) De outra forma, os 1o vice-presidentes do Senado e da Câmara, além de outros postos chaves das Mesas Diretoras e das Comissões Permanentes não teriam caído nas mãos do PL, como caíram esta tarde mesmo, o que permitiu, como se viu na legislatura anterior, fortes ganhos políticos. 

2) De outra forma, não conseguiriam que os presidentes das duas Casas se comprometessem, como sse comprometeram, a colocar em andamento as propostas de anistia política.

Isto é pouco ?

Quem se atravessou neste caminho, não entendeu nada, entendeu tudo ou resolveu fazer o jogo do Eixo do Mal.

Não é por acaso que Bolsonaro, que passou o dia acompanhando tudo de dentro, aplaudiu o rsultado final.

Continuará aplaudindo ?

Isto vai depender, também, muito, de todos nós.

A ver.