Impedimento de Moraes

  Os advogados Ezequiel Silveira, Gabriela Ritter e Carolina Siebra, todos ligados à Asfav, Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro, ajuizaram ação própria junto ao STF para exigir duas medidas liminares:

Impedimento de Moraes
Na ação, os advogados lembram entrevistas do ministro Moraes ao jornal O Globo e à revista Veja, nas quais coloca a questão do impedimento, já que ele declarou ter atendido consulta feita por Lula da Silva no dia 8, quando orientou a CGU para pedir a ele, relator do inquérito em curso sobre atos antidemocráticos, a decretação da prisão imediata dos acampados diante do QG do Comando Militar do Planalto e intervenção federal no governo de Brasília.

A justa alegação é de que tendo se declarado vítima na mesma entrevista ("Queriam me enforcar"), o ministro não pode ser o julgador do caso.

Provas das ameaças
Os advogados também exigem que o ministro apresente provas no prazo de 48 horas. Caso ele não faça isto, elas serão tomadas como verdadeiras e neste caso servirão de meio de prova para a arguição de impedimento para que Moraes prossiga relator de qualquer inquérito sobre o 8 de janeiro.

CLIQUE AQUI para ler o conteúdo integral do pedido de apresentação de provas.

Transparência

 Com o objetivo de fortalecer a capacidade da sociedade civil de monitorar e cobrar ações efetivas de transparência, promoção da integridade e de combate à corrupção, a Transparência Internacional – Brasil, com o apoio da União Europeia, da Embaixada e Consulado dos Estados Unidos no Brasil e da Embaixada Real da Noruega no Brasil, abriu, em novembro de 2023, edital para estimular organizações da sociedade civil a aplicarem o Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP) nos municípios de sua região de atuação.

Além da própria metodologia usada para avaliar a transparência e integridade de municípios brasileiros, os projetos selecionados receberão apoio na forma de aportes financeiros, apoio técnico para gestão do projeto, capacitação e mentoria para desenvolvimento institucional. 


 Veja a lista de organizações selecionadas para avaliar a transparência de municípios brasileiros e as suas regiões de atuação:


Observatório do Marajó (Pará)

Coletivo Cidadão Monitor (Acre) 

Força Tarefa Popular (Piauí) 

Instituto Soma Brasil (Paraíba) 

Observatório Social do Brasil São Paulo (São Paulo – região metropolitana) 

Observatório Social do Brasil Franca (São Paulo – interior) 

Instituto Ilhabela Sustentável (São Paulo – litoral) 

Observatório Social do Brasil Sete Lagoas (Minas Gerais) 

Transparência Capixaba (Espírito Santo) 

Instituto de Direito Coletivo (Rio de Janeiro) 

Observatório Social do Brasil de São Leopoldo (Rio Grande do Sul) 

Observatório Social do Brasil de Indaial (Santa Catarina) 

Rede Curitiba Climática (Paraná)

BO de Elenira

A Coordenadora do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), a líder lulopetista catarinense Elenira Vilela, registrou um Boletim de Ocorrência após se considerar alvo de fake news na quinta-feira, ao ter um recorte de uma entrevista que concedeu divulgado.

No trecho que ganhou as redes, Elenira fala em "destruir" Michelle Bolsonaro, mas o que disse, realmente, foi isto: “Ela [Michelle Bolsonaro] é uma carta chave. E se a gente não arrumar um jeito de destruir ela politicamente e, quiçá, de outras formas, jurídica, por exemplo, comprovando os crimes e tornando ela também inelegível, nós vamos arrumar um problema pra cabeça”. A declaração foi feita em entrevista ao Opera Mundi.

O verbo destruir é usado correntemente como sinônimo de destruição mesmo - aniquilamento físico. E não é só: a mulher dá ênfase ao aniquilameno, quando emprega a expressão "quiçá de outros modos (a destruição política). O advérbio não deixa dúvida da pretensão.


Lelis

Lelis é acusada de ter arrecadado cerca de US$ 700 mil, o que equivale a R$ 3,4 milhões, em um esquema para enganar pessoas que tentavam conseguir visto de residência nos EUA.

Continua o alerta emitido pelo FBI sobre a busca por Patrícia De Oliveira Souza Lelis Bolin, a Patrícia Lelis, que no Brasil é militante lulopetista das mais ativas.

Lelis, como é conhecida, foi namorada do deputado Eduardo Bolsonaro, mas Patrícia só ficou ‘famosa’ depois de protagonizar denúncia contra o deputado Marco Feliciano (PL), acusado à época de estupro. A Polícia Civil de São Paulo investigou e concluiu que a denúncia era falsa.

A partir daí, ela foi acolhida pelo movimento feminista e passou a declarar admiração e apoio a Lula.

O FBI publicou este comunicado, ontem:

“Cidadã brasileira indiciada por acusações de fraude eletrônica, transações monetárias ilegais e roubo de identidade agravado por supostamente se passar por advogado de imigração para fraudar clientes. A ré, Patrícia De Oliveira Souza Lelis Bolin, não se encontra sob prisão preventiva. Se você tiver informações sobre o paradeiro dela, ligue para o FBI no número 202-278-2000.



Escândalo

 O programa, na época, 2022, foi implementado na época em que o atual conselheiro do TSE, Edson Brum, então deputado estadual, era o secretário de Desenvolvimento Econômico. Brum diz que não sabia de nada e que a culpa é dos bancos.

O Tribunal de Contas do Estado do RS encontrou sérias incongruências, para dizer o mínimo, no programa de Juro Zero implementado pelo governo Eduardo Leite para ajudar micros e pequenas empresas no pós-pandemia. 

Trechos do relatório de 188 páginas vazaram para o jornal Zero Hora e foram publicados na página Política, assinada hoje pelo jornalista Paulo Egídio.

O governo estadual bancou R$ 100 milhões para o programa implementado pelo Banrisul e BRDE. 15 mil empresas usaram os recursos, mas em quase uma centena de casos elas nem sequer tinham registro na Junta Comercial, o que era proibido. Isto causou prejuízo de R$ 1 milhão aos cofres públicos, segundo o relatório. 298 empresas levaram dois empréstimos, o que era proibido. Algumas empresas receberam empréstimos superiores ao que poderiam ter tomado, o que era proibido. Uma delas fechou duas semanas depois de ter contratado o empréstimo e recebido todo o valor, sem devolver nada.

E não é só.

Empresa chefiada por sobrinho de Haddad movimenta bilhões sem pagar imposto

THIAGO AMÂNCIO 


Enquanto o governo federal se desdobra para aumentar a arrecadação e reduzir o déficit das contas públicas, uma companhia movimenta bilhões no país sem pagar imposto por suas operações.


É a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, cuja operação no Brasil é chefiada por Guilherme Haddad Nazar, sobrinho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.


Diretor-geral da Binance no Brasil, Guilherme Haddad Nazar, em depoimento à CPI das Pirâmides Financeiras na Câmara dos Deputados

Diretor-geral da Binance no Brasil, Guilherme Haddad Nazar, em depoimento à CPI das Pirâmides Financeiras na Câmara dos Deputados - Bruno Spada - 14.set.2023/Câmara dos Deputados

A empresa está no centro das atenções desde o fim do ano passado no Brasil e no mundo. Lá fora, depois que o CEO Changpeng Zhao (conhecido por CZ) renunciou ao cargo no fim de novembro em meio a investigações por suspeita de infringir regras de prevenção à lavagem de dinheiro e descumprir sanções do governo americano. Ele confessou e aguarda sentença de prisão.


No Brasil, o escrutínio se dá sobretudo desde a CPI das Pirâmides Financeiras, em que a Binance foi caracterizada como a plataforma preferida para aplicar golpes e terminou com pedido de indiciamento tanto de Nazar, sobrinho de Haddad, quanto do ex-CEO CZ.


Corretoras estabelecidas no país pagam ISS (Imposto Sobre Serviço, municipal) sobre as taxas de corretagem (valor que a empresa cobra para intermediar negociações) e reportam à Receita as transações dos usuários, para que paguem imposto de renda sobre o ganho de capital.


Mas a Binance escapa dessa taxação sob o argumento de que é uma operadora internacional e não tem sede no Brasil —a companhia nunca revelou onde fica de fato sua sede; em dezembro, o novo CEO, Richard Teng, chegou a indagar um repórter do Financial Times que o questionou sobre o tema: "Por que você se sente tão no direito de ter essas respostas?".


Mesmo sem oficialmente ter sede no Brasil, a companhia conta com operação robusta. Além do sobrinho do ministro da Fazenda no comando, o ex-ministro e ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles faz parte do conselho consultivo da companhia. A empresa tem cerca de 200 funcionários no país, afirmou à CPI das Pirâmides Financeiras da Câmara e patrocina o Campeonato Brasileiro de Futebol (masculino e feminino) e o time do Santos.


Além disso, a CPI identificou sete CNPJs pelos quais a companhia atua no Brasil —segundo a empresa, para registro de funcionários e funções administrativas, pelas quais paga impostos.


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"A atividade de compra e venda de criptoativos é feita por empresas não brasileiras", repetiu diversas vezes Guilherme Nazar quando depôs na CPI, em setembro, justificando o não recolhimento de tributos.


Em nota, a empresa disse à Folha que "atua em total conformidade com o cenário regulatório do Brasil" (leia abaixo).


É impossível saber exatamente quanto a companhia deveria pagar de impostos no país porque não há informações públicas de quanto fatura, mas a CPI calculou que a empresa deveria pagar entre R$ 300 e R$ 400 milhões em tributos anualmente.


O valor foi calculado em cima de informação que veio a público em 2022 de que a Binance movimentou em 2021 R$ 40 bilhões em uma única conta no banco Acesso, instituição de pagamentos que processava os valores negociados pela corretora no Brasil.


O montante veio à tona porque o Banco Central notificou o Acesso sobre o alto risco de lavagem de dinheiro nas operações da Binance e exigiu o envio de informações detalhadas sobre os clientes. O banco Acesso deixou de aceitar o uso de uma única conta, não individualizada, para os clientes, e a Binance decidiu romper a parceria. As duas empresas ainda estão em litígio e disputam R$ 450 milhões na Justiça.


Além de não recolher ISS sobre a taxa de corretagem no comércio de bitcoins, a corretora não reporta à Receita a movimentação de seus clientes, que poderia assim cobrar imposto de renda dos usuários.


"Nós salientamos a todos os nossos clientes, usuários, em diversas comunicações, que é de responsabilidade deles fazer o devido reporte à autoridade, no caso, a Receita Federal. Nós não damos aconselhamento fiscal, porém, aconselhamos e sugerimos que eles busquem um tributarista competente que os ajudem com essa responsabilidade", disse Guilherme Nazar à CPI.


À Folha a Receita Federal afirmou que investiga "eventuais fraudes" em operadoras estrangeiras que atuam no Brasil sob intermédio de terceiras sem pagar impostos, mas não especificou se a Binance está na mira (veja abaixo).


Na Câmara, representantes da Acesso e de outras empresas que operavam com a Binance, como a Capitual, afirmaram também haver indícios de lavagem de dinheiro.


Em nota à reportagem, a corretora afirmou que foi uma das primeiras grandes corretoras fora dos EUA a exigir verificação de identidade dos usuários. Disse que colaborou "ativamente para os trabalhos da CPI", mas que rechaça "veementemente, porém, quaisquer tentativas de transformar a Binance em alvo, ou ainda expor seus usuários e funcionários, com alegação de más práticas sem nenhuma comprovação, em meio a disputas concorrenciais dada a posição de liderança da empresa no Brasil e no mundo."


Concorrentes costumam acusá-la de obter vantagem ao não jogar as "regras do jogo". Como não recolhe impostos, por exemplo, sua operação fica mais barata para o usuário final do que em outra plataforma que o faz.


"A gente não quer criar barreiras para que clientes de fora venham para o Brasil. Pelo contrário, se o Estado entender que vale a pena não ter tributação e controles, que isso seja concedido para as empresas que estão estabelecidas aqui também", diz Reinaldo Rabelo, CEO da concorrente Mercado Bitcoin.


Bernardo Srur, diretor-presidente da ABCripto (Associação Brasileira de Criptoeconomia), à qual a Binance não é vinculada, afirma defender que "as leis e regras sejam aplicáveis a todos da mesma forma", a fim de evitar "assimetrias no ambiente competitivo".


Guilherme Haddad Nazar é filho de uma irmã do ministro Fernando Haddad e foi anunciado como diretor da empresa em dezembro de 2022, após o atual governo vencer a eleição presidencial. Ele já esteve envolvido em outra polêmica pela proximidade com o tio.


Em 2016, quando Haddad era prefeito de São Paulo e regulamentou o Uber na cidade, Guilherme Nazar ocupava cargo de gestão na companhia. Na época, o Ministério Público chegou a abrir um inquérito, que concluiu não haver ilegalidade.


A reportagem não encontrou registros de que Nazar tenha tido reuniões com autoridades do governo federal ou Banco Central.


As acusações que a empresa enfrenta no Brasil são similares às de outros lugares do mundo. "A Binance se tornou a maior corretora de criptomoedas do mundo em parte por causa dos crimes que cometeu", afirmou no fim do ano o procurador-geral dos EUA, Merrick Garland, quando a empresa pagou US$ 4,3 bilhões em acordo que encerrou investigação do governo americano.


A secretária do Tesouro, Janet Yellen, foi ainda mais dura: "A Binance fechou os olhos para suas obrigações legais em busca de lucro. Falhas intencionais permitiram fluxo de dinheiro para terroristas, cibercriminosos e abusadores de crianças por meio da plataforma", afirmou. Changpeng Zhao aguarda a sentença e pode pegar até 18 meses de prisão nos Estados Unidos.


No Brasil, o ex-CEO teve seu indiciamento pedido pela CPI sob alegação de violação da lei de crimes contra o sistema financeiro nacional e de operar instituição financeira sem autorização. Guilherme Haddad Nazar também teve indiciamento pedido sob as mesmas alegações, além de gestão fraudulenta.


Empresa diz que cumpre regras; governo afirma haver fiscalização

Em nota, a Binance afirmou que "atua em total conformidade com o cenário regulatório do Brasil e seguirá cumprindo as determinações fiscais e legais pertinentes às suas operações no Brasil." A empresa ressaltou ainda que está em processo de aquisição de uma corretora no país, a Sim;paul, anunciado em março de 2022, hoje em análise pelo Banco Central.


Disse ainda que "apoia a regulação e acredita que um ambiente regulatório estável pode apoiar a inovação e é essencial para estabelecer confiança no setor e crescimento de longo prazo." Segundo a empresa, nenhuma outra corretora tem tantas licenças e registros como a Binance, com autorização para orar em 18 países.


Sobre o processo nos EUA, a empresa disse que "assumiu total responsabilidade pela sua conduta, realizou esforços significativos para melhorar as suas iniciativas de conformidade e construiu uma plataforma mais forte e segura." Além disso, ressaltou que, "nas resoluções consagradas, as agências americanas não alegam que a Binance apropriou-se indevidamente de fundos de usuários e não alegam que a Binance participou de qualquer manipulação de mercado.


"A Binance vem atuando de forma contínua para ajudar proativamente autoridades de aplicação da lei ao redor do mundo e no Brasil para detectar atividades suspeitas e combater crimes e ilícitos financeiros envolvendo o ecossistema de criptomoedas", diz, citando workshops para investigadores de Polícia Federal, Promotoria e polícias civis de diferentes estados.


Procurado pela Folha, o Ministério da Fazenda acionou Receita Federal e Banco Central para esclarecer "as devidas informações relacionadas às ações desenvolvidas pelos órgãos competentes."


A Receita afirmou que "atuou intensamente ao longo de 2023, e continuará em 2024, para regular e fiscalizar novos mercados, como os de critptomoedas, criptoativos, remessas internacionais e comércio eletrônico" e que o Brasil "é referência na captação de dados de exchanges (corretoras), de pessoas físicas e jurídicas que operam no exterior."


"Em meados de 2023, a Receita iniciou investigação em relação a eventuais fraudes identificadas em exchanges estrangeiras que operam com consumidores brasileiros, sem instalar-se formalmente no país. A fraude se dá por meio de uma empresa intermediária que, valendo-se de instituições financeiras, atua como operadora informal da exchange estrangeira sem o devido recolhimento de tributos", caso similar ao da Binance. O órgão não informou, no entanto, se Binance foi uma dessas empresas investigadas.


"Houve operações de fiscalização específicas, sujeitas a sigilo, além de reuniões durante o segundo semestre de 2023 com exchanges nacionais e estrangeiras, antecipando uma ação específica de conformidade a ser lançada em breve pela Receita Federal do Brasil, para regularização desse mercado (antes de estabelecer a ação punitiva)."


O Banco Central, por sua vez, disse ser "o órgão competente para regular, autorizar e fiscalizar o mercado de prestação de serviços de ativos virtuais (criptoativos)" e que lançou consulta pública para seguir com a regulamentação do setor no país.


O órgão ressaltou ainda que, apesar de "não se manifestar em casos específicos de entidades porventura reguladas, é cediço que a Binance possui pedido de autorização para aquisição de corretora de valores mobiliários, em curso no âmbito do BC. Tal pedido encontra-se em estágio de análise, não tendo por enquanto desfecho."

Nas redes sociais, mulheres acompanham mais política do que homens

 A pesquisa "Consumo de Mídias Digitais no Brasil", realizada pela Escola de Comunicação, Mídia e Informação da FGV, em parceria com a Atlas Intel, faz parte do projeto Democracia Digital, apoiado pela Embaixada da Alemanha no Brasil. O levantamento fez um mapeamento do consumo de informação dos brasileiros, com acesso a` internet, em 13 mídias digitais diferentes.O Brasil é o terceiro país que mais consome redes sociais no mundo. 

Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que as mulheres são as mais interessadas pelo tema "política" no ambiente digital: são 50,4% contra 49,6% dos homens.

Apesar disto, as mulheres são 51,1% da população brasileira, mas, na política, os números não refletem essa maioria. Nas últimas eleições, o País consolidou um número recorde de mulheres no Senado, somando 15 parlamentares, mas ainda longe da metade do total de 81 cadeiras. Na Câmara, as deputadas representam apenas 18% das 513 vagas, mesmo com o aumento de 41% nas candidaturas nas eleições de 2018 para 2022.

A pesquisa identificou ainda um predomínio das mulheres no consumo por informações sobre educação (53% x 47%), sendo o principal público diário do assunto na rede social Instagram. Já o acesso a conteu´dos relacionados à economia - que, junto com educação e política, é um dos três temas mais acessados pelos brasileiros - e´ feito majoritariamente por homens (59% a 41%).

Equilíbrio entre direita e esquerda

As eleições mais recentes expuseram a polarização entre os candidatos de direita e de esquerda e a pesquisa da FGV retrata um equilíbrio da população quanto ao interesse pelos grupos ideológicos nas redes sociais. A audie^ncia sobre o tema esta´ equilibrada entre os segmentos. Direita tem 29%, e centro direita 5%, com um total de 34% alinhados a esse campo ideológico. Do outro lado, a esquerda está com 25% e centro esquerda, com 10%, o que totaliza 35% nesse segmento. Apenas 6% se apresentam como integralmente de centro e 24% disseram que na~o te^m ideologia ou na~o sabem dizer.

Nocividade da desinformação
A pesquisa também analisou como os participantes veem a disseminação de fake news. Entre as pessoas que acessam conteúdos de poli´tica nas redes sociais, 57% dizem acreditar que a nocividade da desinformação é "muito grave" para a democracia, outras 11% dizem que é "grave".